Sexta, 25 de Setembro de 2020
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Educação Ministro da Educação

ABSURDO- Ministro usa chocolates para defender cortes no orçamento de universidades

Titular da pasta colocou cem barras sobre a mesa, tirou três e afirmou que "não está cortando, deixa para comer depois de setembro". Os cortes são de 30%

09/05/2019 22h35
Por: Redação Fonte: GaúchaZH
Comparação foi feita na noite desta quinta Reprodução / Reprodução
Comparação foi feita na noite desta quinta Reprodução / Reprodução

O ministro da Educação Abraham Weintraub utilizou chocolates para explicar os cortes de 30% no orçamento repassado a universidades federais do país. Ao lado de Bolsonaro, durante uma transmissão ao vivo no Facebook na noite desta quinta-feira (9), o titular da pasta espalhou as barras na mesa e comparou com a situação atual do país:

 

Em relação ao bloqueio, que vem preocupando reitores de instituições em todo o país, Weintraub colocou, segundo ele, cem barras de doces sobre a mesa para defender as medidas:

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— Imagina o seguinte: a gente tem mais ou menos cem chocolates. Imagina uma universidade federal, uma normal. Geralmente, elas têm de orçamento R$ 1 bilhão, algumas mais, outras menos. Esse dinheiro vem do seu bolso — explica.

 

O ministro cita apenas "três" ou "três e meio" chocolates, o que corresponde a 3% ou 3,5% dos doces apresentados na mesa. Os cortes, anunciados pelo próprio MEC, são de 30%. Weintraub separa os chocolates e diz:

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— Esses três, três e meio chocolatinhos, a gente não tá cortando. Deixa para comer depois de setembro. É só isso que a gente está pedindo — afirma.

Weintraub disse também que o bloqueio ocorre porque a lei "manda contingenciar".

 

— E ficam espalhando que a gente está fechando tudo. Pode deixar que as universidades estão preservadas, não existe esse terror todo. Nós não cortamos, apenas deixamos de lado para poder consumir mais tarde — complementa Bolsonaro.

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Conforme o ministro, os cortes ocorrem em diversos ministérios. Ele destaca que não serão feitas demissões nem cortes nas verbas para estudantes que precisam de auxílio para se manter.

— Nesse momento que ta todo mundo segurando, apertando o cinto, nós não estamos mandando ninguém embora. Se fosse numa empresa, às vezes tem que mandar gente embora. Todo mundo está recebendo em dia. Ajudas de refeitório e moradias de alunos também estão reservadas — diz o ministro.

 

Bolsonaro também falou sobre decreto que flexibiliza armamento

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O presidente também falou sobre o decreto que flexibiliza regras de posse e porte de arma para atiradores desportivos, caçadores e colecionadores, além de outras categorias.

— Fomos no limite da lei. E não ouvi críticas de quem entende de armamento — afirma.

A declaração ocorre após a manifestação do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que afirmou que o documento pode ser derrubado por inconstitucionalidades.

 

Bolsonaro afirmou também que a medida "demorou um pouco" porque "não é fácil fazer justiça de forma muito rápida", argumentando que precisou conversar com diversos setores para avaliar quais mudanças faria.

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