Quarta, 22 de maio de 2019
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Política

14/05/2019 às 09h32 - atualizada em 14/05/2019 às 09h54

Folha

Brasília / DF

Cortes sucessivos de verbas provocam autoexílio de cientistas no exterior
Diversos pesquisadores se viram obrigados a aceitar recursos e levar seus estudos científicos para outros países para que não fossem paralisados
Cortes sucessivos de verbas provocam autoexílio de cientistas no exterior
Foto Reprodução

Reportagem de Isabela Palhares no Estado de S.Paulo informa que, com sucessivos cortes no orçamento das principais agências brasileiras de financiamento da ciência nos últimos anos, diversos pesquisadores se viram obrigados a aceitar recursos e levar seus estudos científicos para outros países para que não fossem paralisados. A situação que chamam de “exílio científico” parece ainda mais inevitável com o cenário anunciado nos últimos dias, com cortes para a área e declarações do ministro da Educação, Abraham Weintraub, de que o investimento em pesquisa e pós-graduação não será prioridade do atual governo.



De acordo com a publicação, mesmo pesquisadores com bolsa garantida no momento relatam procurar outras formas de financiamento para sua pesquisa, pois sentem insegurança para os próximos anos. Com medo de não conseguirem terminar o mestrado ou doutorado com o auxílio financeiro, eles buscam bolsas em instituições de outros países. Considerado apenas o orçamento para as bolsas de pós-graduação e formação de professores,a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) perdeu 24,4% dos recursos nos últimos cinco anos – em 2014, eram R$ 4,6 bilhões, na correção pela inflação acumulada até janeiro deste ano, e passaram a R$ 3,4 bilhões neste ano, antes do contingenciamento de 23%. No Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) o orçamento para bolsas caiu 40,6% no mesmo período.



“Os cientistas não saem mais do País por opção, mas por ser a única chance de continuar fazendo o seu trabalho. O Brasil não encara educação e ciência como prioridades. Isso não começou agora com o (governo Jair) Bolsonaro, já se tornou uma rotina. O que agrava a situação nesse momento é a postura e as declarações de desprezo do novo governo com a ciência”, diz Helena Nader, membro da Academia Brasileira de Ciências e do Conselho Superior da Capes, completa o Estadão.

FONTE: DCM

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