Quarta, 22 de maio de 2019
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Política

15/05/2019 às 20h37

Redação

Porto Alegre / RS

URGENTE- MP aponta indícios de ‘organização criminosa’ em gabinete de Flávio Bolsonaro desde 2007
Fundamentação foi usada para pedir quebra de sigilo do parlamentar e de outros personagens
URGENTE- MP aponta indícios de ‘organização criminosa’ em gabinete de Flávio Bolsonaro desde 2007
O senador Flávio Bolsonaro durante evento no Rio 06/05/2019 Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro aponta indícios da existência de uma “organização criminosa” no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), atual senador e filho do presidente, e descreve detalhes de movimentações financeiras suspeitas envolvendo Flávio e assessores parlamentares desde o ano de 2007. O material, com 87 páginas, foi apresentado à Justiça do Rio para pedir as quebras de sigilo bancário e fiscal de Flávio Bolsonaro e outras 94 pessoas, sob suspeita dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.



“Na presente investigação, pelos elementos de provas colhidos já é possível vislumbrar indícios da existência de uma organização criminosa com alto grau de permanência e estabilidade, formada desde o ano de 2007 por dezenas de integrantes do gabinete do ex-deputado estadual Flávio Nantes Bolsonaro e outros assessores nomeados pelo parlamentar para outros cargos na Alerj, destinada à prática de crimes de peculato, cuja pena máxima supera quatro anos”, descreve o MP.



Esse esquema criminoso teria como um dos integrantes o ex-assessor Fabrício Queiroz, cuja movimentação financeira atípica havia sido detectada pelo Coaf. Para o MP, “não parece crível” que Queiroz seria o líder da organização criminosa sem conhecimento de seus “superiores hierárquicos durante tantos anos”.


A organização criminosa teria “clara divisão de tarefas entre núcleos hierarquicamente compartimentados”. O primeiro núcleo, segundo o MP, tinha a tarefa de nomear pessoas para ocupar cargos em comissão na Alerj em troca do repasse de parte dos seus salários. O segundo tinha a função de “recolher e distribuir os recursos públicos desviados do orçamento da Alerj cuja destinação original deveria ser a remuneração dos cargos”. O terceiro núcleo criminoso seria formado pelos assessores que concordaram em ser nomeados sob compromisso de repassar mensalmente parte de seus salários aos demais integrantes da organização criminosa.



O esquema criminoso também usaria a nomeação de funcionários fantasmas para desviar recursos orçamentários da Alerj sem prestar serviços públicos e lavagem de dinheiro por meio da venda de imóveis, diz o MP.


Leia a matéria de O GLOBO aqui.

FONTE: O Globo

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Comentários

3 comentários

Erni

  ·  Caçapava do Sul Esse garoto do Bolsonaro sempre pintou de bom moço, só que não. Em 16/05/2019 ás 16h40

Dog Back

  ·  Rio de Janeiro Só retardados desconheciam a familícia. Em 16/05/2019 ás 01h55

Adilson

  ·  Rio de Janeiro Babou !!!! Em 15/05/2019 ás 21h39
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