Flávio Bolsonaro

URGENTE- MP aponta indícios de ‘organização criminosa’ em gabinete de Flávio Bolsonaro desde 2007

Fundamentação foi usada para pedir quebra de sigilo do parlamentar e de outros personagens

15/05/2019 20h37
Por: Redação
Fonte: O Globo
O senador Flávio Bolsonaro durante evento no Rio 06/05/2019 Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo
O senador Flávio Bolsonaro durante evento no Rio 06/05/2019 Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro aponta indícios da existência de uma “organização criminosa” no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), atual senador e filho do presidente, e descreve detalhes de movimentações financeiras suspeitas envolvendo Flávio e assessores parlamentares desde o ano de 2007. O material, com 87 páginas, foi apresentado à Justiça do Rio para pedir as quebras de sigilo bancário e fiscal de Flávio Bolsonaro e outras 94 pessoas, sob suspeita dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

 

“Na presente investigação, pelos elementos de provas colhidos já é possível vislumbrar indícios da existência de uma organização criminosa com alto grau de permanência e estabilidade, formada desde o ano de 2007 por dezenas de integrantes do gabinete do ex-deputado estadual Flávio Nantes Bolsonaro e outros assessores nomeados pelo parlamentar para outros cargos na Alerj, destinada à prática de crimes de peculato, cuja pena máxima supera quatro anos”, descreve o MP.

 

Esse esquema criminoso teria como um dos integrantes o ex-assessor Fabrício Queiroz, cuja movimentação financeira atípica havia sido detectada pelo Coaf. Para o MP, “não parece crível” que Queiroz seria o líder da organização criminosa sem conhecimento de seus “superiores hierárquicos durante tantos anos”.

A organização criminosa teria “clara divisão de tarefas entre núcleos hierarquicamente compartimentados”. O primeiro núcleo, segundo o MP, tinha a tarefa de nomear pessoas para ocupar cargos em comissão na Alerj em troca do repasse de parte dos seus salários. O segundo tinha a função de “recolher e distribuir os recursos públicos desviados do orçamento da Alerj cuja destinação original deveria ser a remuneração dos cargos”. O terceiro núcleo criminoso seria formado pelos assessores que concordaram em ser nomeados sob compromisso de repassar mensalmente parte de seus salários aos demais integrantes da organização criminosa.

 

O esquema criminoso também usaria a nomeação de funcionários fantasmas para desviar recursos orçamentários da Alerj sem prestar serviços públicos e lavagem de dinheiro por meio da venda de imóveis, diz o MP.

Leia a matéria de O GLOBO aqui.

4comentários
500 caracteres restantes.
Seu nome
Cidade e estado
E-mail
Comentar
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas.
Mostrar mais comentários
Brasília - DF
Atualizado às 15h53
30°
Nuvens esparsas Máxima: 31° - Mínima: 18°
28°

Sensação

9 km/h

Vento

22%

Umidade

Fonte: Climatempo
Blogs e colunas
Últimas notícias
Mais lidas
Ele1 - Criar site de notícias