Rede Globo

VÍDEO- Jornal Nacional denuncia esquema de Flávio Bolsonaro

A Globo não está poupando o presidente e sua família

Barbudinho

BarbudinhoLuiz Henrique Barbudinho, é ativista digital e político, um dos administradores de uma das maiores redes progressista do Brasil, com alcance superior a 60 milhões de usuários ao mês. Ficou conhecido nacionalmente e internacionalmente depois de ter invadido uma transmissão ao vivo da Rede Globo com uma placa chamando a emissora de "golpista".

16/05/2019 21h19Atualizado há 1 mês
Por: Redação
Fonte: Brasil 247
Reprodução Globoplay
Reprodução Globoplay

A rede Globo dedicou boa parte do Jornal Macional, maior telejornal do país, pra divulgar as investigações e quebra de sigilo de Flávio Bolsonaro. A emissora teve acesso a documentos exclusivos e divulgou durante a transmissão do JN.

 

A investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) possuía uma "organização criminosa" dentro de seu gabinete. Segundo informações da revista Veja, o filho do presidente fazia uma "clara divisão de tarefas" para desviar recursos públicos. Os promotores do caso ainda afirmam ainda que o ex-assessor de Flavio, Fabrício Queiroz tentou assumir a responsabilidade sozinho "para desviar o foco" do senador do PSL.

 

A reportagem mostra detalhes de um relatório do MP-RJ sobre indícios de lavagem de dinheiro por meio da compra e venda de imóveis. Entre 2010 e 2017, quando ainda era deputado estadual pelo Rio de Janeiro, Flávio investiu R$ 9,425 milhões na compra de 19 imóveis, entre salas e apartamentos, e lucrou R$ 3,089 milhões nessas transações imobiliárias.

O relatório foi usado pelo MP para justificar à Justiça o pedido de quebra do sigilo bancário e fiscal de 95 pessoas e empresas relacionadas a Flávio Bolsonaro, inclusive ele mesmo. A investigação identificou "suspeitas de subfaturamento nas compras e superfaturamento nas vendas" dos imóveis. Leia no Brasil 247 a íntegra da decisão que quebrou o sigilo de Flávio Bolsonaro. 

 

Para o Ministério Público, o filho do presidente tentou "simular ganhos de capital fictícios" de modo a encobrir "o enriquecimento ilícito decorrente dos desvios de recursos" da Assembleia Legislativa do Rio. Em um dos exemplos de transições suspeitas citado pelo MP, está a compra, em 2012, de um apartamento em Copacabana por R$ 140 mil. O imóvel foi vendido, 15 meses depois, por R$ 550 mil – o lucro, de 292%, não corresponde à valorização dos imóveis do bairro carioca que, segundo o Índice Fipezap, foi de 11%.

A quebra dos sigilos bancário e fiscal na investigação sobre Flávio também atinge ao menos cinco ex-assessores do presidente Jair Bolsonaro. Todos os eles trabalharam tanto no gabinete do pai, na Câmara dos Deputados, como no do filho, na Assembleia fluminense, de janeiro de 2007 a dezembro de 2018.

Assista ao bloco do Jornal Nacional.

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