Fim da era Bolsonaro

O impechment de Bolsonaro deve estar em nosso horizonte

Com tudo o que já aconteceu de escândalo no governo Bolsonaro, já é possível exigir, como cidadão, o Impeachment dele ou da chapa. Não é preciso vasculhar muito: a gente sabe que, no Brasil, Presidente cai mesmo sem crime de responsabilidade evidente. Por Giovane Martins Vaz.

Barbudinho

BarbudinhoLuiz Henrique Barbudinho, é ativista digital e político, especialista em marketing e redes sociais, é um dos administradores de uma das maiores redes progressistas do Brasil, com alcance superior a 60 milhões de usuários ao mês. Ficou conhecido nacionalmente e internacionalmente depois de ter invadido uma transmissão ao vivo da Rede Globo com uma placa chamando a emissora de "golpista".

28/01/2019 12h24Atualizado há 9 meses
Por: Redação
(José Cruz/Agência Brasil)
(José Cruz/Agência Brasil)

Com tudo o que já aconteceu de escândalo no governo Bolsonaro, já é possível exigir, como cidadão, o Impeachment dele ou da chapa. Não é preciso vasculhar muito: a gente sabe que, no Brasil, Presidente cai mesmo sem crime de responsabilidade evidente. Foi assim com o Collor, foi assim com a Dilma. No caso do Collor, a correlação com o Bolsonaro é cristalina: quando os parlamentares perceberam que havia uma relação do PC Farias com o crime organizado, tanto a oposição quanto a situação se uniram para derrubar o Presidente.

O Bolsonaro é um misto de burrice, doença mental e fascismo. Tudo o que ele fez no Governo até hoje (ou seja, com menos de um mês) é de criticável a repugnante. A República está sendo destruída a passos largos. Como nós aceitamos, quase calados, que o agronegócio controle a demarcação de terras indígenas, ou que o COAF seja impedido de publicar suas investigações, ou a transparência sendo rasgada por um decreto que permite a qualquer assessor dar sigilo de 25 anos a documentos públicos, assim como a lei de controle do armamento e, na próxima semana, a destruição da educação básica com a permissão do ensino domiciliar? Como nós ficamos contentes com meros posts nas redes sociais sobre um deputado que, diante de ameaças de pessoas alinhadas ao Governo, se vê obrigado a renunciar ao mandato parlamentar e sair do país para não ser morto? Como um Presidente envolvido direta ou indiretamente com milicianos, gente que controla favelas para vender drogas e assassinar pessoas, pode continuar ocupando a cadeira mais importante da República?

 

Em algum momento, vamos precisar ir às ruas. Não podemos permitir que essa gente tome conta do Brasil. Precisamos devolver os burros, anti-intelectualistas, antirrepublicanos e fascistas para seus devidos lugares: a lama de ressentimento e ódio em que essas pessoas viveram a vida inteira. Nós não estamos resistindo de fato. Precisamos aproveitar o início da próxima legislatura e pressionar os deputados do centro e da oposição, fazer o Bolsonaro pensar mil vezes antes de tomar cada decisão e, na primeira oportunidade, derrubá-lo da cadeira de Presidente como deve ser derrubado qualquer ser desprezível que resolve sugar para si a República que levamos séculos para construir.

Giovane Martins Vaz é Mestrando em Ética e Filosofia Política (PUCRS),
professor do Movimento Educação Popular da Restinga e
Líder Estadual do Movimento Acredito-RS.

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