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VÍDEO: Deputado do PSL dá soco em estudante e segurança saca arma em evento na UERJ

O deputado estadual Alexandre Knoploch (PSL-RJ) causou confusão, agrediu um estudante e ainda viu seu segurança sacar arma dentro das dependências da UERJ. O deputado havia tentado implodir audiência sobre projeto de correligionário que busca pôr fim nas cotas raciais no Rio de Janeiro

12/06/2019 10h58Atualizado há 2 meses
Por: Folha
Fonte: Revista Forum
Foto Reprodução
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Presente em audiência pública na Universidade Estadual do Rio de Janeiro sobre cotas raciais, o deputado estadual Alexandre Knoploch (PSL-RJ) causou confusão, agrediu um estudante e ainda viu seu segurança sacar arma dentro das dependências da instituição. O deputado havia tentado esvaziar a audiência, sem sucesso.

A audiência, proposta por cinco comissões da Assembleia Legislativa (Direitos Humanos e Cidadania; Ciência e Tecnologia, Educação; Especial de Juventude; e Combate às Discriminações, à Intolerância Religiosa e à LGBTfobia) e pela Frente Permanente em Defesa das Cotas visava debater um projeto o projeto de lei 470/19 do deputado estadual Rodrigo Amorim (PSL) – o que quebrou a placa de Marielle Franco -, que busca acabar com as cotas raciais nas universidades estaduais do Rio – UERJ, UEZO e UENF. Com a presença de deputados bolsonaristas e da oposição ao governador Wilson Witzel (PSC), a atividade terminou em confusão.

A briga aconteceu na saída do evento. O deputado Alexandre Knoploch ultrapassa o cordão de isolamento feito por estudantes e dá um soco no rosto de um jovem. Com isso, um tumulto se instaurou na porta do auditório da UERJ e, enquanto Knoploch corria, um membro da equipe de segurança sacou uma arma, mas logo guardou ao ver que era filmado. Confira vídeo na reportagem da TVT:

Segundo Elaine Monteiro, estudante de História da UERJ e diretora da União Estadual dos Estudantes, Knoploch e Amorim tentaram tumultuar a sessão desde o início. “Os deputados não foram oficialmente convocados para a audiência, mas eles foram e se sentaram à mesa. Durante toda a audiência eles tentaram gerar tumulto: falavam alto durante outras falas, batiam na mesa, pediam questão de ordem, interrompiam o tempo todo para tentar implodi-la”, disse. Além das comissões dos representantes das comissões da ALERJ, foram convidados órgãos como o Ministério Público, a Defensoria Pública e a reitoria da UERJ.

Para Elaine, que também integra o coletivo Enegrecer, a realização dessa audiência foi fundamental para o debate sobre a polêmica proposta de Amorim. “Ela foi uma iniciativa da deputada Mônica Francisco (PSOL-RJ) e foi pensada em conjunto com diversos coletivos negros da UERJ para que essa audiência fosse o máximo representativa possível. O projeto do Rodrigo amorim visa principalmente suprimir o artigo da Lei de Cotas estaduais que garante as cotas raciais. Isso para gente é um absurdo porque elas são acúmulos de muitos anos, reivindicações de muitos anos pensando na importância do Estado brasileiro de elaborar políticas de reparação histórica e igualdade”, disse.

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