Segunda, 01 de Junho de 2020
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Polícia Governo Bolsonaro

Cocaína apreendia em comitiva presidencial é avaliada em quase R$ 6 milhões

O segundo-sargento da Aeronáutica Manoel Silva Rodrigues, detido na Espanha por tráfico de drogas internacional com 39 kg de cocaína, já viajou com o presidente Jair Bolsonaro e o alto escalão do governo federal por inúmeras vezes

26/06/2019 16h15 Atualizada há 11 meses
Por: Folha
Foto Reprodução
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O segundo-sargento da Aeronáutica Manoel Silva Rodrigues foi o militar preso pelas autoridades espanholas ao desembarcar no aeroporto de Sevilha na terça-feira. Ele carregava 39 quilos de cocaína em avião da FAB que fazia parte da comitiva do presidente Jair Bolsonaro. Silva Rodrigues já participou de outros voos oficiais e voltaria para o Brasil com Bolsonaro.  

Na Espanha, o preço de um quilo de cocaína, se vendido no varejo, chega a R$ 246 mil (ou, US$ 64 por grama), segundo a ONU. No atacado, o valor pode chegar a R$ 148 mil (ou, US$ 38.586). O cálculo foi feito a partir da venda no atacado e considera o câmbio de hoje.

O preço de 39 quilos de cocaína na Europa, se vendidos no varejo, pode chegar a R$ 16,6 milhões. O cálculo leva em consideração o valor de 111 euros por grama, praticado na Áustria, o país onde a droga custa mais caro no varejo. No atacado, o quilo da droga sai por R$ 213 mil (US$ 55.371) no país, em valores de 2016.

Na Europa, o valor mais caro da cocaína no atacado é encontrado na Finlândia, onde o preço do quilo da droga chega a US$ 77,5 mil — ou, R$ 298 mil. No país, assim como na Áustria, a droga também é encontrada no varejo por US$ 111 o grama.

Essa não é a primeira viagem do sargento em comitivas presidenciais de Bolsonaro. Em março, ele também fez viagem como comissário do escalão avançado da presidência da República rumo a São Paulo e fez ainda fez uma escala em Vitória, no Espírito Santo, antes de retornar a Brasília. Ele também viajou com Bolsonaro em fevereiro quando o presidente foi à capital paulista para exames.

Silva Rodrigues também participou de outras viagens internacionais com membros do governo dederal. Em novembro de 2011, foi um dos três militares que integraram uma missão de apoiar o Comandante da Aeronáutica em uma viagem para Buenos Aires, na Argentina. Em março de 2012, ele foi designado para uma viagem de seis dias a Santiago, no Chile, também em apoio ao Comandante da Aeronáutica.

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