Jair Bolsonaro

‘Vaia não era para mim, mas para o pessoal da Argentina’, diz Bolsonaro

O presidente foi vaiado no Maracanã na final da Copa América e também na semifinal quando Brasil enfrentou a Argentina

Barbudinho

BarbudinhoLuiz Henrique Barbudinho, é ativista digital e político, especialista em marketing e redes sociais, é um dos administradores de uma das maiores redes progressistas do Brasil, com alcance superior a 60 milhões de usuários ao mês. Ficou conhecido nacionalmente e internacionalmente depois de ter invadido uma transmissão ao vivo da Rede Globo com uma placa chamando a emissora de "golpista".

08/07/2019 14h21
Por: Redação
Fonte: Com informações de UOL
Jair Bolsonaro - Imagem: Mauro PIMENTEL / AFP
Jair Bolsonaro - Imagem: Mauro PIMENTEL / AFP

Vaiado durante partida entre Brasil e Argentina, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) tentou minimizar as críticas, dias depois da vitória da seleção por 2 a 0 na semifinal da Copa América. Ele disse que as vaias não foram para ele, e sim para os jogadores argentinos que entraram em campo quando ele estava no gramado.

"Houve vaia quando a seleção da Argentina entrou. E aí jogaram a câmera para cima de mim, queriam o quê? Eu, de paletó e gravata, no Mineirão enorme. Uma vaia estrondosa, de repente, para mim? Não tem cabimento isso. Quem do outro lado sabia que era eu? Não sabia, a vaia foi para o pessoal da Argentina", disse.

Final da Copa América

Era para ser a apoteose do show orquestrado por ele no Maracanã. Mas no minuto em que a figura do presidente Jair Bolsonaro foi projetada nos telões do estádio da final da Copa América, durante a cerimônia de premiação da competição, uma sonora vaia tomou conta do palco da grande decisão, vencida pelo Brasil por 3 a 1 sobre o Peru. A grande maioria dos 69.986 espectadores do Maracanã reprovou a presença do político na celebração, embora tivesse quem o aplaudisse entre os presentes. Um tímido grito de “Mito! Mito!” não ganhou coro e foi rapidamente abandonado.

O ministro Moro, acuado pela série de revelações sobre sua atuação ao longo do julgamento dos acusados pela Operação Lava-Jato, não saiu da cola de Bolsonaro. O acompanhou praticamente o tempo inteiro. Apenas no intervalo se distanciaram, justamente quando o presidente começou a atender aos vários pedidos de selfie daqueles que dividiam os camarotes com o mandatário. Foram vários pedidos, de famosos – como o ex-jogador e capitão do pentacampeonato Cafu – e a anônimos, todos atendidos por Bolsonaro. O clima estava tão favorável que o presidente participou efusivamente da Ola comandada pelos torcedores.

O presidente deixou seu assento, estrategicamente posicionado ao lado do ministro Moro, aos 35 minutos do segundo tempo. Apesar da vitória temporária da seleção brasileira, Bolsonaro preferiu acompanhar de pé mais alguns minutos do jogo, como se quisesse se garantir da vitória antes de descer ao nível do gramado para a cerimônia de premiação. Mesmo assim, ele não viu a marcação do pênalti e o gol de Richarlison, que sacramentaram a conquista brasileira.

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