Partido Novo

De halls a sashimi, os gastos do partido Novo com verba da Câmara

Apesar do discurso do partido Novo contra privilégios e outros mimos do serviço público, deputados da legenda preferiram não abrir o próprio bolso na hora de comer sushi, pizza e quitutes.

12/08/2019 13h22
Por: Redação
Fonte: O Globo
Marcel Van Hattem, deputado federal do partido Novo mais votado da Câmara
Marcel Van Hattem, deputado federal do partido Novo mais votado da Câmara

Apesar do discurso do partido Novo contra privilégios e outros mimos do serviço público, deputados da legenda preferiram não abrir o próprio bolso na hora de comer sushi, pizza e quitutes, como pão de queijo com doce de leite. Dos oito deputados, quatro gastaram juntos R$ 5.074,49 da cota do gabinete com alimentação desde o começo do ano.

Teve nota até de R$ 6,67 que um deputado não abriu mão de pedir o reembolso. Foi o caso do parlamentar Alexis Fonteyne (SP). Com o dinheiro público da Câmara, por exemplo, ele almoçou em Indaiatuba, em fevereiro, e gastou R$ 46,13. E não deixou de gastar da cota da Câmara um pacote da balinha Halls, por R$ 2,75. Em março, Alexis estava no aeroporto de Brasília, quando resolveu fazer um lanchinho. Gastou R$ 15 da Câmara com dois pães de queijo – um recheado com requeijão, outro com doce de leite. Ele também colocou na conta do gabinete outras guloseimas como café com chantilly (R$ 3) e cappuccino (R$ 4,72).

O deputado do partido Novo de São Paulo Alexis Fonteyne | Luis Macedo/Câmara dos Deputados

O deputado Gilson Marques (MG) foi o campeão de gastos entre os representantes do Novo – quase metade da verba gasta foi dele. Em abril, comprou seis peças de sashimi de salmão e outro combo com 12 peças, em um restaurante japonês de Brasília. Não quis abrir o bolso e pediu ressarcimento de R$ 59,80. Ele também não pagou por uma água, café e sanduíche de queijo com tomate (R$ 18,19), além de pizza (R$ 84,80).

Há gastos comezinhos do Novo que repetem o que aconteceu em 2008 com o deputado do PCdoB Orlando Silva, então ministro do Esporte, que teve que explicar a compra de uma tapioca com dinheiro público por R$ 8,30. No caso do deputado Vinícius Poit (SP), por exemplo, ele tinha uma conta de R$ 9,56 para pagar. Era um bolo de coco sem glúten, água e café. Colocou na verba da Câmara.

Lucas Gonzalez (MG) é outro parlamentar do Novo que usou a cota da Casa para se alimentar sem precisar gastar. Em junho, por exemplo, jantou uma salada com água mineral, com uma taxa de serviço lançada com gorjeta. Pela refeição, pediu o reembolso de R$ 47,85.

A prática não é ilegal e é feita por todos os deputados desde sempre – e, agora, incluindo alguns do Novo, com ou sem discurso.

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