Eletrobras

Deputado denuncia tentativa do governo de privatizar a Eletrobras

O deputado federal Pompeo de Mattos (PDT-RS), discursou contra MP proposta pelo governo Jair Bolsonaro, que deixará a Eletrobras com dificuldades para facilitar sua privatização

Barbudinho

BarbudinhoLuiz Henrique Barbudinho, é ativista digital e político, especialista em marketing e redes sociais, é um dos administradores de uma das maiores redes progressistas do Brasil, com alcance superior a 60 milhões de usuários ao mês. Ficou conhecido nacionalmente e internacionalmente depois de ter invadido uma transmissão ao vivo da Rede Globo com uma placa chamando a emissora de "golpista".

20/08/2019 19h58
Por: Redação

Assista ao discurso:

O governo deve apresentar ao Congresso essa semana o projeto de lei que prevê a privatização da Eletrobras. A proposta, segundo apurou o Estadão, deve conter os mesmos itens que estavam na Medida Provisória 879, que não foi votada pela Câmara e perderá validade na próxima quarta-feira. O principal deles é o aporte de até R$ 3,5 bilhões da União à companhia, previsto para ocorrer até 2021. Esses recursos serão usados para cobrir dívidas das seis distribuidoras vendidas em 2018 - débitos que foram assumidos pela Eletrobras.

O governo ainda não definiu qual será a estratégia para apresentar a proposta à Câmara dos Deputados. Uma das possibilidades é simplesmente o envio de um novo projeto de lei ao Congresso. A outra precisa do apoio do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ): recriar a comissão especial do projeto de lei de privatização da Eletrobras enviado ao Congresso pelo governo Michel Temer. Nesse caso, um deputado assumiria a relatoria e adotaria o novo projeto, do governo Jair Bolsonaro, apresentando-o na forma de um substitutivo.

A avaliação do governo é que, com a aprovação, pela Câmara, da reforma da Previdência, a Casa fica com a agenda mais livre para apreciar outras propostas de interesse do Executivo. Maia, no entanto, já sinalizou que a privatização da estatal é um projeto que teria tramitação difícil no Parlamento. Na avaliação dele, a venda da companhia é algo que se caracteriza como pauta de governo, e não de Estado.

A pressa em apresentar o projeto ganhou força com a iminência da caducidade da MP 879, o que deixará a Eletrobrás em dificuldades, já que o aporte de até R$ 3,5 bilhões serve como garantia para o pagamento de dívidas das antigas concessionárias da empresa na Região Norte com a BR Distribuidora - que foram absorvidas pela holding para facilitar a operação.

Com a queda da MP, em tese, a Eletrobras teria de encontrar uma nova garantia para o pagamento dessas dívidas já a partir do dia 22. Por isso é que está sendo estudada a hipótese de se usar o projeto de lei de privatização da companhia, que já está praticamente pronto, como veículo para acelerar esse aporte.

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