Cortes na Educação

Restaurante Universitário poderá servir refeições só para alunos com benefício socioeconômico

Conforme a UFSM, Restaurante Universitário tem recurso para se manter em funcionamento apenas por 45 dias. Cortes do governo Bolsonaro está afetando o funcionamento de toda a instituição

10/09/2019 12h20
Por: Redação
Fonte: Diário de Santa Maria
Foto: Pedro Piegas (Diário) Por ano, são servidas 2 milhões de refeições à comunidade acadêmica
Foto: Pedro Piegas (Diário) Por ano, são servidas 2 milhões de refeições à comunidade acadêmica

Marcelo Martins, Diário de Santa Maria - Um importante serviço está na berlinda - o Restaurante Universitário (RU) - e corre o risco de ser diretamente impactado dentro do contexto dos cortes promovidos pelo governo federal, que atingem a instituição desde o começo do ano. A Pró-reitoria de Assuntos Estudantis (Prae) estima que é possível manter os três RUs (dois no campus sede, em Camobi, e um no prédio da Antiga Reitoria, no Centro) e dos demais campi (Cachoeira do Sul, Frederico Westphalen e Palmeira das Missões) por, no máximo, 45 dias. A sinalização já vinha sendo dada pela Prae desde agosto. Quando, à época, o pró-reitor Clayton Hillig comunicou que os restaurantes deixariam de ofertar suco como opção no cardápio. 

- Temos, hoje, recurso para manter os RUs em funcionamento até metade de outubro. Estamos estudando atender somente estudantes com BSE (benefício socioeconômico) para que possamos chegar ao final do ano - projeta frente ao atual cenário, o pró-reitor Clayton Hillig.

Desde o começo do ano, a Prae tinha inicialmente um orçamento de R$ 25 milhões. Até o momento, foram utilizados R$ 17 milhões para garantir bolsas e auxílios (como transporte e de material pedagógico) para 4,3 mil alunos com benefício socioeconômico. Dos R$ 8 milhões restantes, R$ 6 milhões estão disponíveis e os outros R$ 2 milhões estão bloqueados. O pró-reitor Clayton Hillig afirma que para os três RUs se manterem em funcionamento de forma ininterrupta seriam necessários R$ 11 milhões. 

O aluno com BSE tem a refeição gratuita. Já os demais que não contam com o auxílio pagam R$ 2,50, uma vez que a universidade subsidia em 60% o valor do almoço. Já quem é servidor, por exemplo, paga R$ 9,70 pela comida.

Por ano, são servidas 2 milhões de refeições à comunidade universitária (alunos, professores e servidores) e cerca de 9 mil refeições (sendo seis mil almoços) por dia, nos três restaurantes. Sendo que os estudantes com BSE representam 50% dos usuários dos RUs.

Nenhumcomentário
500 caracteres restantes.
Seu nome
Cidade e estado
E-mail
Comentar
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas.
Mostrar mais comentários
Blogs e colunas
Últimas notícias
Mais lidas
Ele1 - Criar site de notícias