Moro

Moro cometeu quatro tipos de crimes ao atuar na Lava Jato, afirma juíza

Segundo representante da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia, ministro incorreu em abuso de autoridade, improbidade administrativa, prevaricação e formação de quadrilha. Ato hoje em São Paulo protesta contra a atuação do ministro

10/09/2019 13h27
Por: Folha
Foto Reprodução
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Moro: crimes estão relacionados com a forma como o ex-juiz conduziu e interferiu nas investigações da operação para depois julgar e prejudicar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, impedindo-o de participar das eleições

São Paulo – A atuação do ex-juiz e atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, na operação Lava Jato envolve quatro crimes. É o que afirma a juíza do Trabalho e integrante da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) Raquel Braga, que divulgou hoje (19) vídeo sobre o tema em sua página no Facebook.

Raquel explica que esses crimes estão relacionados com a forma como o ex-juiz conduziu  e interferiu nas investigações da operação para depois julgar e prejudicar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, impedindo-o de participar das eleições presidenciais do ano passado.

“O primeiro crime é o abuso de autoridade, quando testemunhas são conduzidas coercitivamente, como no caso do Lula, sem o convite, sem intimação e não se negam a depor”, diz Raquel.

O outro crime que deve ser apurado, segundo ela, é o de improbidade administrativa. O funcionário público e o agente político, como é o caso do Moro, não pode do seu ato de ofício auferir vantagens. “Moro, com o processo contra o Lula, eivado de nulidades, o afastou das eleições. E Bolsonaro eleito, escolhe Moro como ministro da Justiça e promete a ele um cargo para o Supremo Tribunal Federal”, afirma.

Outro crime, ainda, é o de prevaricação. “No caso João Santana, Moro retarda a denúncia do Ministério Público, deixando as peças sob o seu controle, sem enviar para o Supremo Tribunal Federal”, diz a juíza.

E, por fim, também a ser investigada é a formação de quadrilha, com a constituição de uma instituição que inicialmente tinha capa de viés pedagógico, mas no fim almejava auferir lucros. “Portanto, a cada vazamento, essa questão de palestras, de pagamentos se torna mais grave”, alerta Raquel.

A edição do vídeo faz parte da estratégia de divulgação da campanha #MoroMente, lançada pela ABJD para chamar a sociedade brasileira para discutir sobre o comportamento ilegal do ministro, como também dos procuradores do Ministério Público Federal que atuaram na operação. Na noite desta segunda-feira, a associação realiza ato de protesto contra o ministro, na Faculdade de Direito da USP, em São Paulo.

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