Heloísa Bolsonaro

A matéria que gerou chilique no presidente Jair Bolsonaro sobre nora Heloísa

Repórter de ÉPOCA foi aluno da coach por um mês; ela diz que o deputado com quem se casou em maio deste ano é ‘um case de sucesso’

13/09/2019 13h53
Por: Folha
Foto Reprodução
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Durante um mês, fui aluno em sessões de coaching on-line da nora do presidente da República e, quem sabe, da futura embaixatriz brasileira em Washington, Heloísa Wolf Bolsonaro, de 27 anos. Há quatro meses, antes de se casar, ela ministrava aulas usando apenas o nome de solteira e cobrava R$ 500 pelo curso mais barato. Com o casamento e o novo sobrenome, o mínimo cobrado pelas aulas saltou para R$ 1.350. Ela se mostrou simpática, bem-humorada e disposta a longas conversas durante as cinco sessões de uma hora e meia em que recebi lições ao estilo das que têm ajudado o deputado federal Eduardo Bolsonaro a se preparar para a sabatina no Senado à qual está submetida sua ida para Washington.

Formada em psicologia, Heloísa abandonou o expediente como psicoterapeuta para atender apenas como coach pessoal, via internet, com áudio e vídeo transmitidos em tempo real diretamente do apartamento onde o casal vive, em Brasília. Comentários abstratos sobre “as pessoas” — em geral, as que se opõem ao marido — escaparam com alguma frequência. Semanas após o início das sessões, ela me diria que “as pessoas que são contra o governo” são capazes de qualquer coisa — inclusive, incendiar a Amazônia — para prejudicá-lo.

Contei que minha família, no interior de São Paulo, havia votado em Eduardo para a Câmara. Ela me agradeceu pelo apoio, mas disse que “os eleitores de São Paulo estão um pouco tristes com ele”. Questionei se a razão seria a indicação para a embaixada dos Estados Unidos. A resposta veio em forma de uma promessa. Heloísa lembrou que nada estava certo e afirmou que Eduardo poderá privilegiar São Paulo quando estiver à frente da embaixada, em “termos de negócio”.

A coach também tentou me provar que a homofobia é um preconceito distante dela, de Eduardo e da família. No casamento deles, por exemplo, havia três casais gays. Até sobre as práticas dos governos petistas e sobre a "caixa-preta do BNDES" nós conversamos. “Esse final de semana agora eu estava com o presidente do BNDES, que é um amigo nosso também. Ele falou: ‘Gente, o que a gente está descobrindo, o Brasil não está preparado para saber o rombo que ficou. Nosso país é tão rico, mas sustentou coisas inimagináveis’. Para a mulher de Eduardo, o relato é “chocante”.

Antes na penúltima sessão, ela me deu dicas de como me manter antenado enquanto me esforçava para acompanhar menos notícias tristes — uma das metas que definimos juntos. Terça Livre, Senso Incomum, Renova Mídia, Allan Santos, Filipe G. Martins, Tradutores de Direita, Ideias do Caio Copolla e Brasil Paralelo. O último é utilizado por Eduardo para estudar história nos preparativos para a sabatina do Senado: “Depois de assistir, a pessoa se torna muito mais inteligente e culta, eu amo!”, recomendou.

Para saber mais sobre as sessões de coah com Heloísa Wolf Bolsonaro, leia a matéria completa na edição desta semana de ÉPOCA:

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