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Parlamentares reagem à crise do PSL e mandam recado para Bolsonaro: 'oportunista'

Deputados encaram postura de Bolsonaro com relação ao PSL como tentativa de abafar seu nome no esquema de caixa dois operado pelo partido

09/10/2019 15h09
Por: Folha
Arquivo Web
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A crise interna do PSL e as declarações agressivas do presidente Jair Bolsonaro sobre o próprio partido, o que acabou levando à sua saída da sigla, repercutiu entre os parlamentares nesta quarta-feira (9). Muitos classificaram a situação como “oportunismo” por parte do Bolsonaro, que hoje se vê envolvido em um esquema de caixa dois e em diversas outras polêmicas envolvendo seu nome e o do PSL.

O vice-líder do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry (MA), foi um dos parlamentares que classificou a postura do presidente como “oportunista”. “Presidente Jair Bolsonaro adota uma postura de oportunismo explícito e cinismo despudorado nesses episódios envolvendo o partido dele, PSL, num vergonhoso e criminoso laranjal. Suspeito agora de ter sido beneficiário de caixa dois operado pelo PSL, ele corre da acusação e aponta a responsabilidade do partido. Malandro…”, declarou.

O pedido do presidente para que brasileiros “esquecessem o partido” também foi citado pelos deputados. Érika Kokay (PT-DF) aproveitou a fala para mandar um recado ao mandatário: “Bolsonaro acha que o povo é bobo e aposta em memória curta ao falar ‘esquece o PSL’. Estamos aqui para lembrar do PSL, do laranjal, do Queiroz, da Marielle, da VazaJato, de tudo que o incomoda e ele quer jogar pra debaixo do tapete!”, destacou.

Já a deputada federal Sâmia Bonfim (SP) afirmou que a postura de Bolsonaro apenas atesta as irregularidades cometidas durante as eleições de 2018. “Ao tentar se afastar do PSL, Jair Bolsonaro admite que seu partido não passa de uma legenda de aluguel. O presidente está buscando se isolar na tentativa de não ser confundido com a corrupção de membros de seu governo. Logo ele, que dizia ser diferente”, disse.

Saída do PSL

O incômodo de Bolsonaro com o PSL aumentou após reportagens revelarem que, durante a apuração sobre o laranjal na seção mineira da sigla, a PF encontrou menções à campanha dele. Outro sinal de descontentamento veio nesta terça-feira (8). Durante encontro do presidente com a imprensa no Palácio do Planalto, Bolsonaro disse a um de seus apoiadores para “esquecer o partido” e que Bivar estava “queimado pra caramba”.

Com a saída do presidente do PSL, caberá à sigla encontrar formas de se sustentar sem seu nome mais forte. Dirigentes da legenda, como Luciano Bivar (PSL-PE), afirmam que há perspectiva de união com outras agremiações.

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