São Paulo

Após agressão a vítima de estupro, protesto tenta impedir que grupo contra aborto aborde pacientes em hospital de SP

Hospital Pérola Byington é referência em atendimento a mulheres vítimas de violência; grupo que se diz 'pró-vida' reza pelo fim do aborto no local.

29/10/2019 10h05
Por: Redação
Fonte: G1
Manifestantes ocupam local onde grupo contro aborto montava tenda em frente ao Hospital Pérola Byington, em São Paulo — Foto: Daniela Neves/Arquivo Pessoal
Manifestantes ocupam local onde grupo contro aborto montava tenda em frente ao Hospital Pérola Byington, em São Paulo — Foto: Daniela Neves/Arquivo Pessoal

Por Marina Pinhoni e Bárbara Muniz Vieira, G1 SP: Após saber que uma vítima de estupro foi agredida em frente ao Hospital Pérola Byington, na região Central de São Paulo, manifestantes foram até o local na manhã deste sábado (26) para tentar impedir que um grupo contrário ao aborto aborde pacientes e profissionais de saúde no local.

Há cerca de um mês, o movimento "40 dias pela vida" monta uma tenda para realizar “orações e vigília contra o aborto” em frente ao hospital, onde pretendem ficar até dia 3 de novembro. O Pérola Byington é um centro público de referência no atendimento a mulheres vítimas de violência.

Ali são realizados abortos nos três casos previstos pela lei brasileira: estupro, gestação de fetos anencéfalos ou gravidez com risco de morte para a mãe. Na última segunda-feira (21), uma mulher vítima de estupro coletivo foi agredida pelo grupo "pró-vida".

“Quando eu li a reportagem sobre a violência que a vítima de estupro sofreu por esse grupo extremista resolvi vir até a praça. Então entrei em contato com alguns amigos e falei para chegarmos antes que eles montassem a tenda”, afirma a escritora Daniela Neves, que organizou o protesto deste sábado.

Daniela e os amigos chegaram bem cedo para ocupar o espaço onde a tenda estava sendo montada. “Nossa ideia não é entrar em confronto. É só proteger os profissionais de saúde, os médicos e as pacientes. A pacientes estão vindo aqui e estão sendo muito ofendidas”, afirma.

De acordo com a escritora, algumas pessoas do movimento contrário ao aborto começaram a chegar, mas não permaneceram no local. Após algum tempo, a Polícia Militar apareceu.

“O policial nos falou que o pessoal tinha uma autorização para ocupar o espaço onde a gente estava, mas que não tinham objeção nenhuma se a gente fosse um pouco mais para o lado. Então colocamos a nossa barraca mais para a direita”, conta.

Daniela diz que a organizadora do movimento "40 dias pela vida" foi então até a delegacia para exigir que os policiais retirassem os novos manifestantes do local.

“Essa mulher que pediu para nos expulsar, mas a praça é pública. Os próprios policiais disseram que não têm como nos expulsar porque não estamos fazendo nada de errado. Então eles prometeram voltar após o almoço com segurança privados”, diz.

Veja a matéria completa no G1 clicando aqui.

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