Eduardo Bolsonaro

Só existe a palavra homofobia para dizer que o Bolsonaro é homofóbico, diz Eduardo Bolsonaro

Em entrevista, o deputado também criticou o movimento negro

06/11/2019 15h40
Por: Folha
Arquivo Web
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O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) afirmou que "hoje em dia" a palavra “ homofobia ” só existe para acusar o presidente Jair Bolsonaro e o “pessoal da direita” de homofóbico . A declaração foi dada em uma entrevista à jornalista Leda Nagle.

— Antigamente nem existia essa palavra “homofobia”. Hoje em dia só existe a palavra para você dizer que o Bolsonaro e o pessoal da direita é homofóbico — disse o deputado.

O parlamentar também criticou o movimento negro que, segundo ele, só serve para defender partidos políticos. 

— Hoje em dia o movimento negro não se presta a defender os negros , se presta a defender um partido político . Esse ano eu fiz uma sessão junto com o príncipe Luiz Philippe de Orleans e Bragança, que é deputado federal (PSL-SP), para tratar sobre o fim da escravidão. Ele que é descendente direto da princesa Isabel que assinou a lei Áurea e libertou os escravos. No meio da sessão, alguns deputados do PSOL junto com o movimento negro entram interrompendo a sessão plenária que a gente estava realizando. Ora, negros contra a princesa Isabel, é absurdo isso.

Eduardo Bolsonaro, já como líder do PSL na Câmara, disse em plenário, na sessão de 29 de outubro, que o governo brasileiro não vai tolerar o mesmo tipo de manifestação que ocorre no Chile, onde 20 pessoas morreram desde o início da onda de protestos no país. "Não vamos deixar isso daí (protestos no Chile) vir para cá. Se vier para cá, vai ter que se ver com a polícia. E, se eles começarem a radicalizar do lado de lá, a gente vai ver a História se repetir", disse o deputado, referindo-se ao período da ditadura chilena comandada por Augusto Pinochet Foto: Daniel Marenco / Agência O Globo.

Em sua conta no Twitter, Eduardo compartilhou, em setembro, uma fake news sobre a ativista ambiental sueca Greta Thunberg, de 16 anos. A postagem mostrava uma foto manipulada em que Greta aparece lanchando em um trem, enquanto é observada por crianças africanas pela janela. O post também repassava a notícia falsa de que a ativista é financiada pelo bilionário investidor George Soros Foto: Reprodução

Em foto postada em 26 de setembro, o deputado faz sinal de armas com os dedos diante de uma escultura contra violência, em frente ao prédio da ONU, em Nova York. "As operações de paz da ONU acertadamente usam armas. Mas na entrada do prédio da ONU em NY fica essa escultura desarmamentista. Como todo bom desarmamentista eis a máxima 'armas para mim, desarmamento para os outros'", escreveu o deputado Foto:  

As respostas vieram depois que a jornalista perguntou se o presidente Bolsonaro governava para todos os brasileiros. O deputado disse que sim e que o presidente não divide a sociedade.

— Com certeza, Leda. Ele não faz a segmentação da sociedade. É só a gente parar pra ver. Vamos fazer um exercício. Como é que era o Brasil há uns 15, 20 anos atrás? Poxa, humorista podia fazer piada com qualquer coisa. Você lembra do Costinha? Costinha, se estivesse vivo hoje, ia ser um processo por dia. Até os Trapalhões. Ficam falando: "Não, a brincadeira do Didi com o Mussum é racista ". Como é que a gente saiu de uma sociedade de onde as brincadeiras eram saudáveis, o humor era saudável e chegou hoje onde o humorista tem medo de abrir a boca e tomar um processo?

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