Joesley Batista

Procurador que ouviu Joesley afirma: não há provas contra Lula e Dilma

Ivan Cláudio Marx, que ouviu dono da JBS em junho de 2017, disse na época que o empresário não apresentou qualquer prova contra os ex-presidentes

07/11/2019 15h43Atualizado há 5 dias
Por: Redação
Arquivo Web
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O empresário Joesley Batista, dono da JBS, deixa a sede da Superintendência da Polícia Federal após prestar depoimento

A nova investida criminosa da Lava Jato, desta vez contra a ex-presidenta Dilma Rousseff, escancara ao mundo os métodos nefastos da Operação para levar adiante uma perseguição política sem precedentes na história do país.

O caso é tão escandaloso que atropela até mesmo o posicionamento do procurador da República no Distrito Federal, Ivan Cláudio Marx revelada durante  entrevista ao Estado de São Paulo em 2017. Para Marx, a delação do empresário Joesley Batista (dono da JBS) – usada como justificativa para que a Polícia Federal solicitasse a prisão preventiva da Dilma – nunca apresentou qualquer prova contra a ex-presidenta, tampouco contra Lula.

A solicitação da PF desta semana, como se sabe, foi prontamente barrada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin. “Ainda bem que prevaleceu o bom senso e a responsabilidade do ministro responsável pelo caso no STF, assim como do próprio Ministério Público Federal”, declarou Dilma em nota divulgada nesta terça (5).

No texto, a ex-presidenta também afirma que “o pedido de prisão é um absurdo” que  “autoriza suposições várias, entre elas que se trata de uma oportuna cortina de fumaça”.

Marx, que ouviu o empresário em junho daquele ano, deixa claro que requereu a ele documentos que pudessem comprovar o que havia delatado contra os dos ex-presidentes petistas, o que não aconteceu.  Somada à falta de prova material, o procurador vê no próprio depoimento de Batista como “inalcançável”.

“É uma história meio absurda desde o início. Ele não tem nada. Essa história não tem pé nem cabeça. Não tem como provar.”, reiterou Marx.

O procurador ainda lembra que não há nenhuma mensagem, gravação ou outro tipo de prova a respeito dos envolvimentos de Lula e Dilma. “Ele só tem a palavra dele. Não tenho como ‘condenar’ ninguém com a palavra dele”, afirmou.

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