Terça, 26 de Maio de 2020
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Opinião Artigo

Ana Amélia: de inimiga nas eleições para um provável cargo no primeiro escalão

Campanha de Ana Amélia e Alckmin priorizou ataques a Bolsonaro no período eleitoral, por entender que o candidato do PSL era o principal adversário, por Luiz Henrique Barbudinho.

07/12/2018 13h12 Atualizada há 1 ano
Por: Redação Fonte: Portal Folha Impacto
Montagem: 247
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O Brasil inteiro pelo menos deve ter assistido no mínimo uma propaganda política da chapa Alckmin e Ana Amélia no período eleitoral, uma vez que os candidatos detinham um latifúndio de tempo de TV devido à coligação com os partidos do ‘centrão’. 

Os programas de Alckmin e Ana Amélia deixavam claro quem era seu principal adversário. Depois de 24 anos, a polarização entre PSDB e PT no segundo turno das eleições presidenciais estava comprometida com a ascensão de Bolsonaro, que por conveniência, virou o alvo principal de ataques do ex-governador de São Paulo e da senadora gaúcha nos programas de rádio e televisão. 

Alckmin e Ana Amélia chegaram a reproduzir cenas de uma polêmica bastante conhecida entre Bolsonaro e a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), onde o presidente eleito em 2003 chamou a deputada de “vagabunda” e na mesma ocasião fez apologia ao estupro. 

Outra propaganda bastante comentada nas redes sociais, relacionada à discussão entre Bolsonaro e Maria do Rosário e produzida também pela campanha de Alckmin e Ana Amélia, faz a comparação do capitão reformado com um homem abusivo em um vídeo mostrando um casal discutindo em um restaurante. À mesa, o homem se dirige à mulher de maneira rude. “Dá que eu te dou outra! Você é uma idiota! Você é uma ignorante! Vagabunda! Chora agora”, fala o personagem na gravação, enquanto sua companheira começa a chorar na frente das demais pessoas, momento onde uma voz narradora interrompe e começa a atacar diretamente Jair Bolsonaro.

O motivo de eu estar lembrando esses episódios se refere às trocas de elogios entre Bolsonaro e Ana Amélia divulgados recentemente pela imprensa. Houve até especulação de que a senadora seria indicada para um ministério e Bolsonaro já deu declarações de que a ex-candidata a vice-presidente na chapa de Alckmin teria espaço em seu governo.

De inimiga no processo eleitoral para um provável cargo no primeiro escalão do governo. 

Algo incompreensível. 

Será que vão simplesmente apagar com a borracha o nome de Ana Amélia da campanha de Alckmin e fingir que a senadora não participou das estratégias eleitorais da sua chapa, uma vez que ela havia abdicado à reeleição quase certa ao senado com a certeza de que sua residência a partir de 2019 seria o Palácio do Jaburu?

Jair Messias ainda nem assumiu a presidência e aos poucos vai perdendo sua moral e conquistando mais eleitores arrependidos. 

Ministros investigados por corrupção, ex-ministros de Temer, juiz político e talvez a “veia” da lista da Odebrecht, o futuro governo se encaminha para, além de trágico, ser o mais desmoralizado e sem credibilidade da história.

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