Paraisópolis

Feliciano ignora mortes em Paraisópolis e pede fim dos bailes funk

Oito homens e uma mulher morreram após a ação mal sucedida da Polícia Militar no baile funk. Estima-se que cerca de cinco mil pessoas estivessem no local.

02/12/2019 11h39
Por: Folha
Fonte: Revista Forum
Arquivo Web
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Vice-presidente autoproclamado de Jair Bolsonaro em 2022, o pastor e deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Assembleia de Deus, foi às redes sociais neste domingo (1) para comentar a operação da Polícia Militar em Paraisópolis, Zona Sul de São Paulo. No entanto, o pastor não mencionou as nove mortes decorrentes da truculência policial, mas pediu o fim dos bailes funk em comunidades.

“Moradores honestos da periferia de São Paulo não aguentam mais a bandalheira em bailes funk. Recebi denúncias de tráfico de drogas, prática de atos obscenos, prostituição e até pedofilia. O prefeito Bruno Covas tem que acabar com isso! Proporei audiência pública sobre o tema!”, escreveu o deputado.

Ao contrário de Feliciano, Bolsonaro disse, com poucas palavras, que lamenta a morte de inocentes em ação policial na favela. “Eu lamento a morte de inocentes”, afirmou rapidamente, ao parar para cumprimentar um grupo de eleitores na entrada do Palácio do Alvorada nesta segunda-feira (2).

Oito homens e uma mulher morreram após a ação mal sucedida da Polícia Militar no baile funk. Estima-se que cerca de cinco mil pessoas estivessem no local. A PM realizava a Operação Pancadão, que visa “garantir o direito de ir e vir do cidadão e impedir a perturbação do sossego, fiscalizando a emissão ruídos proveniente de veículos”, segundo a Secretaria de Segurança Pública.

No entanto, pessoas que estavam na festa afirmam que os policiais armaram uma emboscada. Uma adolescente de 17 anos ficou ferida durante a confusão e disse que a PM começou a agredir os frequentadores do baile. “Eu não sei o que aconteceu, só vi correria, e várias viaturas fecharam a gente. Minha amiga caiu, e eu abaixei pra ajudá-la. Quando me levantei, um policial me deu uma garrafada na cabeça. Os policiais falaram que era pra colocar a mão na cabeça”.

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