Funarte

Para novo presidente da Funarte, rock induz às drogas, aborto e satanismo

Dante Mantovani, especialista em filosofia política e jurídica, mestre em linguística, mantém canal no YouTube, onde faz afirmações polêmicas

03/12/2019 11h17
Por: Folha
Fonte: Metrópoles
Arquivo Web
Arquivo Web

A nomeação do maestro Dante Mantovani para a presidência da Fundação Nacional de Artes (Funarte), confirmada nessa segunda-feira (02/12/2019), gerou uma onda de críticas (e piadas na internet) porque o escolhido defendeu em vídeos postados no YouTube teses como a relação entre rock, drogas, aborto e satanismo. Uma análise mais profunda no canal do profissional no site, porém, mostra que as opiniões polêmicas dele vão bem além dessas questões mais… folclóricas. Em um vídeo com o título Quem inventou a música?, por exemplo, Mantovani liga a produção e o consumo de funk à “situação caótica” no Rio de Janeiro e chega a avaliar que o ritmo motiva crimes como estupros coletivos.

O vídeo, postado há quase um ano, registra uma espécie de aula ou palestra de Mantovani para educadores. Ao responder a pergunta feita no título, o novo presidente da Funarte sustenta: a música foi inventada por Deus, mas corrompida pelo diabo.

“O funk foi declarado patrimônio cultural. A Assembleia Legislativa decretou patrimônio cultural no estado do Rio de Janeiro, que é o estado mais violento, que tem mais mortes, onde mais se mata policial, onde o tráfico de drogas manda em tudo”, avalia. “É um estado que tem coisas maravilhosas, tem gente muito boa lá, mas a música que eles ouvem determina o fato que eles estão numa situação caótica, isso é muito evidente”, complementa.

Em seguida, Mantovani relaciona um caso de estupro coletivo na capital fluminense ao ritmo musical. “Esse pessoal que escuta funk, vocês podem ver… A moça estuprada por 30 pessoas; [os estupradores] tavam ouvindo funk. Era um baile funk”. Ao falar do caso, o profissional pede a alguém para “tapar os ouvidos” de uma criança que aparece na cena, o que não é feito.

Essa e outras passagens controversas do pensamento do novo presidente do órgão responsável por “promover e incentivar a produção, a prática, o desenvolvimento e a difusão das artes no país” foram reunidas pelo Metrópoles em um único vídeo.

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