Segunda, 28 de Setembro de 2020
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Geral Governo Bolsonaro

Família Bolsonaro nunca apresentou projetos de combate a corrupção

Discurso de combate à corrupção não foi marca de Bolsonaro e seus filhos antes do tema virar usina de votos

08/12/2019 02h46 Atualizada há 10 meses
Por: Redação Fonte: Época
Família Bolsonaro nunca apresentou projetos de combate a corrupção

Antes de o discurso de combate à corrupção se tornar uma usina de votos, o tema nunca foi uma marca de Jair Bolsonaro nem de seus três filhos políticos — e, fora das bolhas iludidas do bolsonarismo, assim tem sido em seu governo.

Nos 28 anos de mandato na Câmara, Bolsonaro nunca apresentou algum projeto ligado ao combate à corrupção. Propunha muitos benefícios a militares, redução da maioridade penal, alteração do Código do Consumidor, palmas para o Hino Nacional. Combater a corrupção, mesmo, nada.

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Carlos , Flávio e Eduardo Bolsonaro seguiram a mesma trajetória.

Em quase 20 anos de Câmara dos Vereadores — chegou lá aos 17 —, Carlos fez afagos aos militares, além de uma ou outra questão local. Em 2015, passou longe da proposta. Assinou o projeto do colega João Cabral, do MDB, para impor salário vitalício para vereadores. O plenário rejeitou a pérola depois da pressão popular.

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Nos três mandatos na Assembleia Legislativa do Rio — de 2003 a 2018 —, Flávio Bolsonaro propôs cerca de 50 projetos. De novo agradando aos fardados, tentou conceder anistia administrativa a militares fluminenses e tentou declarar patrimônio cultural “a insígnia, a caveira estilizada e a farda preta” do Bope.

Eduardo, o zero três, era contrário à prisão após condenação em segunda instância e defendia a presunção de inocência até o fim do processo. Atacava a “inquisição” judicial e a “escrachante disparidade de armas entre defesa e acusação”, pedia um Ministério Público (MP) com limites e disparava contra o clamor popular por “vingança”, alertando sobre o risco de uma “barbárie do tempo dos primatas”. Ou seja: tinha posições opostas às atuais, muitas, aliás, mais sensatas do que as que tem hoje.

Na Câmara, finalmente foi aprovado o pacote anticrime de Moro. Sergio Moro foi praticamente o único do governo a articular. Do Planalto, ninguém arregaçou as mangas para tentar fazer o pacote andar. Eduardo Bolsonaro sequer estava em Brasília.

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