Jornal Nacional

URGENTE- JN divulga esquema de Flávio Bolsonaro e Queiroz, caso pode acabar com a carreira do senador

Assista o vídeo no final da matéria

18/12/2019 20h55
Por: Redação
Fonte: Revista Fórum

A operação da Promotoria apura suposta lavagem de dinheiro e a prática de "rachadinha" no gabinete de Flávio quando ele era deputado estadual no Rio. Além do hoje senador, foram alvo ex-assessor Fabrício Queiroz e outros ex-funcionários do gabinete.

Também estão entre os 24 alvos da operação parentes de Ana Cristina Valle, ex-mulher de Jair Bolsonaro --alguns deles moram em Resende (RJ). 

Já foram recolhidos documentos e celulares na casa de alguns dos alvos. O Ministério Público não se pronunciou sobre a operação, alegando que o procedimento corre sob sigilo.

As buscas e apreensões ocorrem após quase dois anos do início das investigações contra Queiroz.

A Promotoria fluminense recebeu em janeiro de 2018 relatório do antigo Coaf --hoje Unidade de Inteligência Financeira (UIF)-- apontando movimentações atípicas do policial militar aposentado.

Após pedido de Flávio, as apurações foram suspensas a partir de julho deste ano por liminar (decisão provisória) do presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, mas foram retomadas neste mês após decisão do plenário da corte.

No caso de Flávio, o alvo de busca e apreensão foi a loja de chocolates do senador. Os agentes chegaram por volta das 6h40 ao shopping Via Parque, na Barra da Tijuca (zona oeste do Rio), onde fica a franquia da Kopenhagen que pertence a Flávio, e deixaram o local por volta das 10h40.

O primogênito de Bolsonaro é dono de 50% da franquia desde janeiro de 2015. A firma é citada num relatório do antigo Coaf que descreve oito transferências que somam R$ 120 mil dela para o senador entre agosto de 2017 e janeiro de 2018.

A empresa também foi alvo de quebra de sigilo bancário e fiscal pela Justiça em abril.

Frederick Wassef, advogado do senador, afirmou em nota que os investigadores não encontrarão nas buscas nada que comprometa o filho do presidente. "O que sabemos até o momento, pela imprensa, é que a operação pode ter extrapolado os limites da [medida] cautelar, alcançando pessoas e objetos que não estão ligados ao caso."

Assista a reportagem do JN:

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