Segunda, 01 de Junho de 2020
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Opinião Artigo

Magno Malta está sendo deixado de lado por conta do seu oportunismo

O pastor, músico gospel e senador pelo Espírito Santo apoiou Lula e Dilma em eleições passadas e mudou seu discurso por conveniência, por Luiz Henrique Barbudinho.

07/12/2018 13h31
Por: Redação Fonte: Portal Folha Impacto
Divulgação: Redes sociais
Divulgação: Redes sociais

Muitos oportunistas surgiram com a grande onda de rejeição da presidente Dilma, estimulada principalmente pela grande mídia manipuladora. 

Com a força das redes sociais, políticos  aliados dos governos petistas cederam às pressões de eleitores alienados, que caíram no papo furado do ‘crime de responsabilidade fiscal’. Os mesmos que adotaram Bolsonaro como seu intelectual e corroboraram com seu discurso antipetista. 

Quem se destacou nas redes sociais e tornou-se o picareta-mor foi o senador Magno Malta, que apoiou Lula e, depois, repetiu o gesto com Dilma em 2010. Chegou a dizer que a presidente seria a esperança do Espírito Santo e que nunca deixaria de confiar "nesta mulher, por quem viajou o Brasil pedindo votos" durante o debate sobre os royalties do pré-sal. O discurso mudou antes da reeleição da petista. Malta, durante o processo de impeachment, dizia que o governo federal "estuprou" a Lei de Responsabilidade Fiscal para, depois, fazer "um strip-tease moral na economia do país" e endossou o discurso raivoso e intolerante contra o Partido dos Trabalhadores e suas principais lideranças. 

Literalmente cuspiu no prato em que comeu.

O apoio de Malta às eleições dos candidatos do PT à presidência da república não foi em vão. O músico gospel precisava colar na popularidade de Lula e Dilma para se eleger senador. 

A cara de pau de Malta ao mudar radicalmente seu discurso para tornar-se inimigo de quem lhe empurrou para o Senado Federal lhe trouxeram graves consequências. Ele achava que não, por conta de toda sua popularidade no mundo virtual e também pela aproximação com Jair Bolsonaro. Seus discursos e vídeos facilmente viralizavam nas redes sociais e o título de algoz de Dilma lhe proporcionava um dos maiores engajamentos com internautas entre os políticos de direita e extrema-direita do país. 

No entanto, não foram todos os seus eleitores que, da mesma forma que ele, mudaram de opinião. O resultado das urnas do processo eleitoral no Espírito Santo comprovou isso. 

Malta se iludiu com sua glória entre a direita brasileira e esqueceu quem eram seus verdadeiros eleitores.

Bolsonaro, apesar de toda minha divergência, preciso admitir que ele não é bobo. Nenhum bobo chega até o Palácio do Planalto. O presidente eleito está mantendo Magno Malta na geladeira por vingança, pelo fato do senador ter rejeitado o convite para ser seu vice na corrida presidencial, que, aliás, deve ser o maior arrependimento da vida do político e também pastor evangélico. 

Outro motivo da rejeição a Malta é porque Bolsonaro conhece a índole do senador. Quem trai uma vez, pode trair de novo. Se Espírito Santo impediu a reeleição de Malta, por que Bolsonaro traria esse peso, que divulgou para o mundo inteiro sua cicatriz através de uma fotografia tirada após uma visita quando ainda se recuperava da cirurgia depois de ter levado uma facada no abdômen em Belo Horizonte, para perto de si? Que a propósito, foi mais uma atitude oportunista do então candidato ao senado. Tentou tirar proveito da visibilidade que Bolsonaro estava tendo depois do atentado que sofreu. 

A verdade é que porco velho não se coça em pé de espinho, Magno Malta não dá ponto sem nó. Ele será sempre um “Maria vai com as outras”. Vai nadar conforme a maré.

Bolsonaro sabe disso. O povo capixaba também. 

Ninguém quer ele.

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