Sexta, 27 de Novembro de 2020
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Política Zambelli

Zambelli: Moro foi 'maligno' ao enviar troca de mensagens ao JN

A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) afirmou ter considerado "extremamente maligna" o comportamento do ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, ao divulgar as conversas entre os dois para a reportagem do Jornal Nacional. Segundo Moro, nasceu de Zambelli a proposta de trocar a demissão de Maurício Valeixo pela indicação ao STF (Supremo Tribunal Federal).

24/04/2020 23h49
Por: Folha
Zambelli: Moro foi 'maligno' ao enviar troca de mensagens ao JN

 A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) afirmou ter considerado "extremamente maligna" o comportamento do ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, ao divulgar as conversas entre os dois para a reportagem do Jornal Nacional. Segundo Moro, nasceu de Zambelli a proposta de trocar a demissão de Maurício Valeixo pela indicação ao STF (Supremo Tribunal Federal).

Zambelli falou: “vazar pro Jornal Nacional como se fosse algo ilícito, como se eu tivesse feito uma coisa ilícita. Achei extremamente maligno. Não gostei do que ele fez.

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A reportagem do portal Uol destaca que “senadores apresentam notícia-crime contra Bolsonaro no STF e pedem CPI. O telejornal mostrou a troca de mensagens entre Moro e Zambelli, deputada aliada do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), na qual a parlamentar pede que o então ministro aceite a indicação para que Alexandre Ramagem (diretor da Abin - Agência Brasileira de Inteligência) assuma a direção da PF. Ela, então, se se compromete a convencer o presidente a indicar Moro ao STF caso ele assinasse a exoneração de Valeixo.”

A matéria ainda informa que “em live no Facebook, feita pouco após a matéria do Jornal Nacional ir ao ar, Zambelli comparou a saída de Moro do governo ao "divórcio" de um pai e uma mãe: "O natural disso tudo é ficar com o Bolsonaro. A gente tem um pais para governar, e ele (Moro) escolheu sair", disse ela.”

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Moro foi padrinho de casamento de Zambelli, exposta por ele no JN

A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) que aparece em troca de mensagens exibida pelo Jornal Nacional oferecendo vaga no Supremo Tribunal Federal ao ex-ministro Sérgio Moro em troca da permanência dele no governo Bolsonaro, teve o ex-juiz como seu padrinho de casamento.

“Prezada, não estou a venda” foi o que Moro respondeu a Zambelli em conversa exposta por ele no JN. Ela sugere que se o ex-ministro aceitasse o diretor da Polícia Federal indicado por Bolsonaro teria cadeira cativa no STF.

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Em 14 de fevereiro, o ex-ministro foi um dos padrinhos de casamento da deputada com o diretor da Força Nacional, coronel Antônio Aginaldo de Oliveira. Moro ainda discursou na cerimônia.

“Não é todo mundo que sai na rua com coragem para protestar, para manifestar nesse país. Eu sinceramente acho que não teria esse tipo de coragem. É uma guerreira, sem formação de polícia militar, mas mereceria aqui uma medalha de caveira honorária de tropa especial”, disse o ex-juiz na ocasião.

A celebração ocorreu um templo maçônico, com direito a ritos militares e Hino Nacional a capella.

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Em dezembro, Zambelli realizou seu casamento no religioso em igreja do Arautos do Evangelho, investigada por assédio, tortura e estupro.

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