Sábado, 29 de Janeiro de 2022
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Esportes Esporte

Tóquio vai distribuir 150 mil camisinhas para atletas na Vila Olímpica; no Rio, foram 450 mil

Tóquio vai distribuir 150 mil camisinhas aos atletas na Vila Olímpica, um terço do que foi oferecido na Olimpíada do Rio 2016, quando houve recorde histórico de 450 mil preservativos

25/04/2020 04h15
Por: Redação Fonte: Globo
Buda Mendes/Getty Images
Buda Mendes/Getty Images

Quatro anos depois, um recorde histórico da Olimpíada do Rio 2016 permanecerá inviolado. O Comitê Organizador da Olimpíada de Tóquio 2020 disse ao blog Olímpico, do Globoesporte , que vai distribuir 150 mil camisinhas para os atletas entre 24 de julho e 9 de agosto, durante os Jogos. O número de preservativos é o mesmo se comparado com a Olimpíada de Londres 2012 e bem abaixo da quantidade de camisinhas distribuídas na Rio 2016.

Na última Olimpíada, há quatro anos, o Rio bateu o recorde histórico de distribuição de camisinhas na Vila dos Atletas. Com 450 mil preservativos à disposição de esportistas, técnicos e dirigentes, os organizadores dos Jogos cariocas triplicaram a proteção provida aos aos olímpicos.

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Como em cada edição olímpica o número de atletas é de aproximadamente 10.500, na recordista Rio 2016 era como se cada um dos esportistas tivesse à disposição 42 camisinhas. A média de Londres 2012, que vai se repetir em Tóquio 2020, é de cerca de 14 preservativos por atleta.

A distribuição de preservativos começou nos Jogos Olímpicos a partir de Barcelona 1992. À época, a medida visava o combate a Aids. Desde então, virou uma tradição olímpica na Vila. Em Sydney 2000, pela primeira vez, foram mais de 100 mil camisinhas distribuídas, depois que a organização precisou de um carregamento extra de cerca de 20 mil durante os Jogos australianos. O novo recorde foi quebrado em Atenas 2004, com 130 mil. O número regrediu em Pequim 2008, voltando a 100 mil. E voltou a subir em Londres 2012, com os atuais 150 preservativos que serão distribuídos também em Tóquio 2020. Ou seja, o ponto fora da curva foi mesmo a Olimpíada do Rio.

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Em 2016, nem o COI (Comitê Olímpico Internacional) nem o Comitê Organizador do Rio informaram se o recorde de camisinhas tinha ligação direta com o surto do vírus da zika, a grande preocupação pré-olímpica do ano. A OMS (Organização Mundial de Saúde), no entanto, havia emitido alerta sobre o risco de contágio da doença por relação sexual. A delegação da Austrália, por exemplo, levou à Vila Olímpica do Rio camisinhas com gel inibidor ao vírus e a outras doenças sexualmente transmissíveis, como Aids e HPV.

Sobre o novo coronavírus, o Comitê Organizador de Tóquio não demonstrou preocupação diretamente relacionada à transmissão por meio de relação sexual.

- As medidas contra doenças infecciosas constituem uma parte importante de nossos planos para sediar Jogos seguros e protegidos. Para abordar a nova questão do coronavírus, o governo do Japão pretende prestar total atenção aos impactos do vírus e responder completamente a eles. O governo metropolitano de Tóquio também estabeleceu uma força-tarefa interna. Criamos uma estrutura para atualizações periódicas entre Tóquio 2020 e o COI e continuaremos em estreita colaboração. Tóquio 2020 continuará colaborando com todas as organizações relevantes que monitoram cuidadosamente qualquer incidência de doenças infecciosas e revisaremos quaisquer medidas que possam ser necessárias com todas as organizações relevantes - disse em nota.

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