Terça, 26 de Maio de 2020
51993949307
Geral Governo Bolsonaro

Governo coloca indicado do centrão em direção de fundo com orçamento de R$ 30 bi

Da CNN Brasil

18/05/2020 12h03
Por: Redação
Garigham Amarante, assessor liderança do Partido Liberal (PL) na Câmara, será diretor de Ações Ocupacionais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)
Garigham Amarante, assessor liderança do Partido Liberal (PL) na Câmara, será diretor de Ações Ocupacionais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)

Em uma nova rodada de negociações com o centrão, o governo nomeou o assessor técnico da liderança do Partido Liberal (PL) na Câmara do Deputados Garigham Amarante para o cargo de diretor de Ações Educacionais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Por favor, clique aqui e se inscreva no nosso canal no YouTube. Precisamos fortalecer nossa luta contra o governo fascista de Bolsonaro.

A indicação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (18), e tem a bênção do presidente do PL, Waldemar Costa Neto, condenado no esquema do mensalão.

O orçamento anual do FNDE, responsável pela execução das principais ações do governo voltadas ao ensino público, é de R$ 30 bilhões. Além do cargo de direção cedido ao PL, também está na mesa de negociação com o governo a prioridade para que o Partido Progressista (PP), comandado pelo senador Ciro Nogueira, indique o presidente da autarquia.

Antes do PL, o PP e o Republicanos já haviam conseguido emplacar, respectivamente, nomes no controle do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), e na Secretaria de Mobilidade Urbana do Ministério do Desenvolvimento Regional.

A expectativa dos dirigentes dessas siglas é de que novas nomeações de segundo e terceiro escalões sejam destravadas esta semana, após o Planalto fazer uma espécie de pente-fino no currículo e nas afinidades ideológicas dos postulantes. As negociações com o centrão começaram na primeira quinzena de abril e candidatos sem ensino superior ou com alguma simpatia pelo PT, por exemplo, tiveram a indicação barrada.

Em troca dos cargos, os partidos prometem fidelidade em votações que forem de interesse do governo no Congresso Nacional.

O interesse do governo pela formação de uma base de apoio vem em um momento em que o presidente Jair Bolsonaro é investigado por suposta interferência política na Polícia Federal, segundo acusações do ex-ministro Sergio Moro, e a oposição no Congresso se movimenta em favor de uma CPI e pressiona pela abertura de um pedido de impeachment.

As negociações também têm como pano de fundo a eleição para a Presidência da Câmara dos Deputados no ano que vem.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Ele1 - Criar site de notícias