Terça, 26 de Maio de 2020
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Geral Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro fez acordo com indústria de sabão da Bahia em meio a suspeita de lavagem de dinheiro

Sócio-diretor da Espumil disse ter sido pressionado a permitir a inclusão do senador nas negociações para abertura de uma unidade da empresa no Rio de Janeiro

22/05/2020 13h40
Por: Redação Fonte: Folha de S. Paulo
Foto : Beto Barata/Agência Senado
Foto : Beto Barata/Agência Senado

Em meio às investigações sobre supostas práticas de lavagem de dinheiro e peculato em seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) se tornou sócio de uma empresa que buscava instalar uma indústria de sabão em pó no estado. A informação é da Folha.

No contrato social da Kryafs Participações, o senador e filho do presidente Jair Bolsonaro declara ser um representante comercial da fábrica baiana Espumil, serviço pelo qual estimou que receberia R$ 500 mil. A empresa seria uma parceira na implantação da indústria. No entanto, o projeto não foi à frente.

O sócio-diretor da Espumil, João Paulo Dantas, afirma que foi pressionado a permitir a inclusão do senador no negócio, decidindo interromper as tratativas com a Kryafs logo após sua criação. Ele diz manter a intenção de montar uma fábrica no Rio de Janeiro, com outros parceiros.

O projeto foi elaborado por Fábio Mariz, que já era seu representante comercial no estado antes da sociedade com Flávio. “[Fábio] ficou me ligando, dizendo que o senador entrou como investidor. Ficou me pressionando para montar a indústria com todo mundo. Eu parei para pensar e disse: ‘Não’. Ainda mais que estava começando todos os dizeres sobre o Flávio. Caí fora. Falei para ele esquecer”, afirmou o sócio-diretor da Espumil, à Folha.

“Houve uma pressão do Fábio para tentar colocar o Flávio numa situação comigo para montar a empresa. Não quero meu nome nem minha marca envolvida com político que tenha alguma coisa de errado ou que seja investigado, ou filho do presidente. Não sei se ele fez [algo de errado]. Mal conheço ele, só de cumprimentar. Mas não quero nada atrelado a ele”, declarou Dantas.

A empresa de Flávio e mais cinco sócios foi aberta em junho de 2019. Naquela data, a Justiça já havia quebrado o sigilo bancário e fiscal de Flávio e outras 102 pessoas físicas e jurídicas, no âmbito da investigação do Ministério Público do Rio sobre a prática de “rachadinha” no antigo gabinete do filho do presidente na Assembleia.

Em nota enviada à reportagem, o senador disse que “o projeto de sociedade não se concretizou e ela será extinta”. Ele não respondeu aos questionamentos feitos pela Folha, entre eles qual papel teria como representante comercial da Espumil e por qual motivo a fábrica baiana nega ter dado poderes a ele para representá-la.

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