Segunda, 10 de Agosto de 2020
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Geral EUA

Secretário de Defesa dos EUA diz que Brasil ‘paga general para trabalhar para ele’

Em campanha na Flórida, Trump se reúne com militares e volta a ameaçar ação na Venezuela

13/07/2020 15h21
Por: Folha Fonte: Folha de São paulo
Arquivo web
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Do Miami Herald ao New York Times e ao Drudge Report, a manchete americana no domingo foi o recorde da Flórida: 15 mil casos num dia. Estado que agora, destaca Drudge, não deve mais sediar a convenção republicana, no mês que vem.

O noticiário veio após dois dias de campanha de Donald Trump em Miami, junto à comunidade de origem cubana, que ele tenta agradar com novas ameaças de invadir a Venezuela. Foi assim numa mesa-redonda com exilados locais, coberta pelo NYT, e em entrevista ao canal Telemundo:

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“Algo vai acontecer com a Venezuela, é tudo o que posso dizer”, disse ele. “Dos Estados Unidos?”, questionou o jornalista. “Nós estaremos bastante envolvidos.”

Antes, Trump foi à sede do Comando Sul das forças americanas (foto acima), num subúrbio de Miami, para as mesmas ameaças, agora incluindo China, e para saudações aos “parceiros” Colômbia e Brasil. Seu secretário de Defesa, Mark Esper, apresentou então:

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“Nosso novíssimo acréscimo ao nosso quartel general: general David, um dos mais afiados nas forças armadas brasileiras. Novamente, brasileiros pagando para ele vir aqui e trabalhar para mim [work for me] para fazer diferença em segurança.”

“Say hello”, falou então Trump ao general brasileiro, que nada falou.

ANTES E DEPOIS

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No Washington Post, a foto ao lado da manchete digital sobre o recorde da Flórida era de Jair Bolsonaro, com a chamada “Imagens mostram que líder brasileiro desprezou diretrizes de saúde antes de testar positivo para o vírus —e depois”.

E na capa impressa de domingo do mesmo WP, outra foto do país, esta de jovens vestidas como “southern belles” em Santa Bárbara d’Oeste, interior paulista, durante um festival para comemorar os “Confederate States of America”. No título da extensa reportagem, “Eles perderam a Guerra Civil e fugiram para o Brasil. Seus descendentes se recusam a retirar a bandeira confederada”.

(...)

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