Quarta, 30 de Setembro de 2020
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Geral Bolsonaro

Ministros de Bolsonaro entregam versões diferentes sobre reunião golpista

Os ministros de Jair Bolsonaro deram versões divergentes sobre o tema da reunião entre o presidente e a cúpula das Forças Armadas em 2 de maio

10/08/2020 10h26
Por: Folha Fonte: Brasil 247
Arquivo web
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Os ministros de Jair Bolsonaro deram versões divergentes sobre o tema da reunião entre o presidente e a cúpula das Forças Armadas em 2 de maio, às vésperas da participação de Bolsonaro em ato com pautas antidemocráticas, com o STF como principal alvo. No domingo (3), após o ato, Bolsonaro falou pelas Forças Armadas e disse que não teria mais diálogo com o Supremo.

(…)”Tenho certeza de uma coisa, nós temos o povo ao nosso lado, nós temos as Forças Armadas ao lado do povo, pela lei, pela ordem, pela democracia, e pela liberdade. E o mais importante, temos Deus conosco”, afirmou. “Peço a Deus que não tenhamos problemas essa semana. Chegamos no limite, não tem mais conversa, daqui pra frente, não só exigiremos, faremos cumprir a Constituição, ela será cumprida a qualquer preço, e ela tem dupla mão”, completou.

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Em resposta a pedido via Lei de Acesso à Informação do deputado Ivan Valente (PSOL), Fernando Azevedo, da Defesa, disse que foram discutidos “aspectos relacionados ao enfrentamento da Covid-19”. Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional, afirmou que foi discutida “a participação das Forças Armadas no combate ao desmatamento da Amazônia”.

Pedro Cesar Nunes Ferreira, do gabinete pessoal do presidente, respondeu que a reunião tratou de “assuntos institucionais afetos às atribuições dos órgãos ali representados”, explicação que foi replicada pelo ministro Braga Netto, da Casa Civil. Todos disseram que não houve convite formal (apenas verbal) nem ata e que o ato antidemocrático do dia seguinte não foi tema de discussão.

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