Terça, 29 de Setembro de 2020
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Geral Carlos Bolsonaro

Carluxo ajudou a salvar Crivella na Câmara Municipal

A Câmara Municipal do Rio rejeitou nesta quinta-feira, 3, por 25 votos a 23 (dos 51 vereadores, três não votaram), a abertura de processo de impeachment contra o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos), pré-candidato à reeleição

04/09/2020 10h22
Por: Folha Fonte: DCM
Arquivo web
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A Câmara Municipal do Rio rejeitou nesta quinta-feira, 3, por 25 votos a 23 (dos 51 vereadores, três não votaram), a abertura de processo de impeachment contra o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos), pré-candidato à reeleição. Ele é acusado de cometer improbidade administrativa por manter servidores públicos ao redor de hospitais municipais com a missão de impedir o trabalho da imprensa e evitar reportagens sobre eventuais problemas nas unidades de saúde. A denúncia foi exibida em reportagem da TV Globo na última segunda-feira, 31.

Para aprovação do início do processo bastava maioria simples, mas a proposta foi derrotada. A votação no painel terminou registrando 25 votos a 22, mas o vereador Doutor Marcos Paulo (PSOL) se manifestou depois, aumentando para 23 o grupo derrotado. Votaram contra Crivella os vereadores de PSOL, PT, PDT, Avante, PMN, MDB, Cidadania e DC.

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Dividiram-se os vereadores de DEM, PSD e PSC. Votaram a favor do prefeito os parlamentares de seu partido, Republicanos, entre eles o filho do presidente Jair Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, e de Podemos, Solidariedade, Progressistas, Patriota, Pros, PTC e PTB. Não votaram Thiago K. Ribeiro (DEM) e Junior da Lucinha (PL), além do presidente da Câmara, Jorge Felippe (DEM), que conduz e não participa desse tipo de votação.

Devido à pandemia de covid-19, a sessão foi semipresencial – alguns vereadores foram ao plenário, mas a maioria participou virtualmente. Com o resultado, o pedido de impeachment foi arquivado. Ele havia sido apresentado pela deputada estadual e pré-candidata a prefeitura do Rio Renata Souza (PSOL), que protocolou o documento na última terça-feira, 1º.  Caso fosse aprovada, a abertura do processo não causaria o afastamento imediato de Crivella. Isso só ocorreria se, ao final do processo, pelo menos 34 dos 51 vereadores votassem pelo impeachment do prefeito. Como essa gestão dura apenas mais quatro meses, o eventual afastamento faria Crivella perder apenas cerca de um mês dos quatro anos de mandato.

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