Terça, 29 de Setembro de 2020
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Política Hackers

Bolsonaristas hackers invadem lives de universidades em diferentes locais do Brasil

“O ataque foi orquestrado por meio de grupos de WhatsApp de policiais no Brasil que receberam a ‘ordem’ de atacar”

13/09/2020 19h44
Por: Redação Fonte: DCM
Arquivo
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O ataque foi imediato. “Feijó conclama, Tobias manda…”, escreveu um usuário que se identificou como policial, citando o hino da PM de São Paulo. Outro digitou: “Parabéns Bolsonaro, parabéns às polícias, parabéns ao cidadão de bem que não defende vagabundo.” Foram mais 7 mil comentários e 30 mil dislikes durante a live Polícia pra quê? Protestos antirracistas e o fim do monopólio policial, transmitida pelo Instituto de Estudos Comparados em Administração Institucional de Conflitos (InEAC), da Universidade Federal Fluminense.

O debate do InEAC-UFF foi um dos mais de 20 alvos de zoombombing um tipo de ataque às transmissões online – lives, aulas, palestras etc – que vem acontecendo durante a pandemia de covid-19. O último caso aconteceu anteontem à noite. Em comum, os eventos traziam temas identificados com ideias progressistas – racismo, feminismo, preservação da Amazônia, violência policial e relações entre civis e militares – ou com críticas ao governo federal. E os hackers, na maioria das vezes, apresentavam-se como bolsonaristas.

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“O ataque foi orquestrado por meio de grupos de WhatsApp de policiais no Brasil que receberam a ‘ordem’ de atacar”, afirmou a professora Jacqueline Muniz, do Departamento de Segurança Pública da UFF. Os envolvidos na ação não conseguiram derrubar o evento, mas perturbaram a transmissão com gracejos, ofendendo as professoras que participavam da live: a própria Jacqueline Diniz e suas colegas Jacqueline Sinhoreto e Marlene Spaniol.

“Se o bicho pegar liguem para o WhatsApp dos Vingadores ou pra Liga da Justiça”, escreveu um invasor. Houve ainda ofensas misóginas e comentários políticos. “Deslike (sic) pesado! Vamos passar menos vergonha, esquerda!”, afirmou outro. Ninguém pareceu se importar com o fato de que Marlene – que mediou o encontro – ser também major da Brigada Militar. Por fim, mandaram as debatedoras cuidar de tarefas domésticas.

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