Quarta, 28 de Outubro de 2020
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Geral Edir Macedo

Bispo angolano que rompeu com Edir Macedo diz que ele os chamava de “gorilas” e cita crimes financeiros

As denúncias de racismo são feitas por religiosos angolanos que romperam com a direção brasileira da Iurd

23/09/2020 16h57
Por: Folha Fonte: DCM
Arquivo Web
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“Eu prefiro morrer do que perder essa causa para um negro.” “Não se deve dar pérolas aos porcos.” “Os africanos cheiram mal.” “Os negros têm lábios grossos e nariz avantajados porque seus antepassados olhavam para gorilas e macacos nas selva.” Essas são algumas das frases racistas que líderes religiosos brasileiros da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), entre eles seu líder máximo, Edir Macedo, teriam dito a bispos e pastores em Angola, onde a igreja está instalada desde 1992.

As denúncias de racismo são feitas por religiosos angolanos que romperam com a direção brasileira da Iurd, comandada pelo bispo Honorilton Gonçalves, e a acusam de evasão de divisas, lavagem de dinheiro, discriminação, imposição da prática de vasectomia e intromissão na vida conjugal dos pastores e bispos.

Liderados pelo bispo Valente Luís Bezerra, no final de junho deste ano os religiosos angolanos romperam com a direção brasileira da igreja e assumiram o controle dos templos em 15 das 18 províncias [estados] do país. A revolta dos angolanos começou em novembro de 2019, quando foi divulgado um manifesto com críticas e denúncias à direção da Universal.

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