Sábado, 24 de Outubro de 2020
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Geral Xuxa

Sem citar nome, Xuxa critica Malafaia e diz que pastores usam nome de Deus para praticar homofobia

Em coluna na revista Vogue, a apresentadora Xuxa Meneghel fez duras críticas ao discurso homofóbico dos pastores evangélicos

09/10/2020 14h05
Por: Folha Fonte: DCM
Arquivo web
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Em coluna na revista Vogue, a apresentadora Xuxa Meneghel fez duras críticas ao discurso homofóbico dos pastores evangélicos.

Sem citar o nome de Silas Malafaia, Xuxa detonou o pastor e o uso de Deus para praticar homofobia.

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Leia um trecho do artigo:

Aiii… Lá vou eu usar a minha coluna para mais um desabafo com cara de reclamação. Mas é que não dá  pra ficar calada, sabe? As coisas estão cada vez mais insuportáveis. Algumas pessoas acham que somos burras e eu me pergunto: será que eles acham que nós não pensamos, pesquisamos ou nos informamos? Vamos aceitar o que eles falam como fato?

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Estou falando de um indivíduo que disse a seguinte frase, olha só o descaramento: “Deus fez o macho e a fêmea, isto é cientificamente provado”. Isso porque eu escrevi um livro para crianças com a história da Maya, que tem duas mães. Então vamos lá…

Meu senhor,  Deus fez absolutamente T U D O, cientificamente provado ou não. O que ele não fez foi o preconceito e a discriminação. Isso sim é coisa do cara lá de baixo. Não aceitar o próximo que é gay ou não, trans ou não, macho ou não, fêmea ou não, é ir contra o mais lindo mandamento: somos todos filhos Dele. Preconceito é crime e usar o nome Dele para isso acredito ser um crime mais pesado ainda. Quando ouvi essa frase, me senti na obrigação de mais uma vez dizer: vocês não têm o direito de se meter na vida das pessoas e julgarem elas em nome de Deus.

Depois, vi esse senhor com uma camisa onde dizia: “Criança veio ao mundo pra ser amada”. Isso eu concordo e assino embaixo, mas nenhuma relação, nem entre “macho” e “fêmea”, dá a certeza de que a criança será amada, já que mais de 57,3 milhões de famílias são mantidas por mulheres que criam seus filhos sozinhas – pois foram abandonadas por seus “machos” – o que significa 38,7% das casas, segundo o IBGE.

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E 75% das crianças que sofrem algum tipo de violência, seja ela física, sexual ou psicológica, vem de seus responsáveis. Ou seja,  de dentro de suas casas. Só em 2019, foram mais de 86,8 mil denúncias. (…)

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