Domingo, 13 de Junho de 2021
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Internacional Golpe nos EUA

Trump tenta um golpe de Estado e incita invasão ao Congresso dos EUA que é tomado por seus apoiadores

A movimentação aconteceu pouco depois de o presidente republicano fazer um discurso em comício que contou com a presença de milhares de apoiadores em Washington DC afirmando que “nunca aceitará a derrota”.

06/01/2021 17h15
Por: Redação
O Senado e a Câmara, que estavam avaliando objeções à vitória do democrata (Imagem: REUTERS/Jonathan Ernst)
O Senado e a Câmara, que estavam avaliando objeções à vitória do democrata (Imagem: REUTERS/Jonathan Ernst)

Um grupo de apoiadores do presidente republicano Donald Trump invadiu o Congresso dos Estados Unidos, nesta quarta-feira, dia em que está previsto a sessão que iria certificar a vitória do democrata Joe Biden nas eleições presidenciais. Vários policiais foram feridos por manifestantes, nos corredores das Casas Parlamentares.

Imagens divulgadas por jornalistas nas redes sociais mostram os “trumpistas” agredindo policiais com o objetivo de invadir o prédio e pressionar os delegados a considerar um golpe de Estado, em favor de Donald Trump.

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O grupo conseguiu ocupar toda a frente do Capitólio e adentrar no local, apesar de uma tentativa de trancamento do local por parte de seguranças. A sessão que acontecia a certificação eleitoral foi suspensa e os legisladores foram retirados do local. A prefeitura de Washington decretou o toque de recolher à partir das 18h (horário local), até às 6h da manhã de quinta-feira.

Derrota

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A movimentação aconteceu pouco depois de o presidente republicano fazer um discurso em comício que contou com a presença de milhares de apoiadores em Washington DC afirmando que “nunca aceitará a derrota”.

— Nós nunca vamos conceder (a eleição). Isso não vai acontecer … não vamos mais aceitar isso — disse o republicano, que discursa atrás de um escudo transparente de proteção contra tiros.

Já o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, disse nesta quarta-feira acreditar que não tem a autoridade para aceitar ou rejeitar votos do Colégio Eleitoral que formalmente define o vencedor da eleição presidencial norte-americana, mas saudou os esforços de parlamentares para levantar objeções sobre alegadas “irregularidades eleitorais”.

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Pence, sob intensa pressão do presidente Donald Trump, derrotado na eleição presidencial de novembro, para impedir a certificação da vitória de Joe Biden, disse a parlamentares que ele cumprirá seu dever de garantir que as preocupações sobre a eleição recebam uma “audiência justa e aberta”.

— Quando disputas relacionadas a uma eleição presidencial surgem, de acordo com a lei federal, são os representantes do povo que analisam a evidência e resolvem disputas por meio do processo democrático — disse Pence, mais cedo, ao presidir uma sessão conjunta do Congresso dos EUA destinada a certificar o resultado da eleição.

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