Quinta, 24 de Junho de 2021
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Internacional Joe Biden

Depois da tentativa de golpe liderada por Trump, Congresso americano confirma vitória de Biden à presidência

A sessão havia sido interrompida no meio da tarde após apoiadores de Donald Trump invadirem o Capitólio em protesto contra o resultado das eleições de 3 de novembro.

07/01/2021 07h38
Por: Redação Fonte: CNN Brasil
Depois da tentativa de golpe liderada por Trump, Congresso americano confirma vitória de Biden à presidência

O Congresso dos Estados Unidos certificou os votos do Colégio Eleitoral na madrugada desta quinta-feira (7) e confirmou a vitória dos democratas Joe Biden e Kamala Harris como presidente e vice-presidente dos Estados Unidos, respectivamente. A oficialização ocorre após semanas de contestação do republicano Donald Trump e ao fim de um dia violento marcado pela invasão do congresso americano no início da sessão.

Confirmando os resultados estaduais divulgados em novembro, Biden oficialmente obteve os votos de 306 delegados contra 232 de Trump. O democrata, agora, toma posse como 46º presidente do país em 20 de janeiro. 

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Ao longo da contagem, duas objeções foram votadas para contestar os resultados do Arizona e da Pensilvânia, mas foram rejeitas após votos do Senado e da Câmara dos Representantes.

A sessão havia sido interrompida no meio da tarde após apoiadores de Donald Trump invadirem o Capitólio em protesto contra o resultado das eleições de 3 de novembro. 

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Sob forte policiamento, os procedimentos foram retomados pelo vice-presidente dos EUA, Mike Pence, que também é o presidente do Senado.

Ao reiniciar a contagem, o vice de Trump condenou os ataques e afirmou que o Congresso "retorna no mesmo dia para defender a Constituição".

Objeções

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A sessão do Congresso foi retomada na mesma altura em que havia parado por conta da invasão — na avaliação da contestação ao resultado no Arizona. Os senadores republicanos Paul Gosar e Ted Cruz contestaram a vitória de Biden no estado, mas a alegação foi rejeitada no Senado (por 93 a 6 votos) e na Câmara dos Reprensetantes (por 303 a 121 votos). 

Outra objeção esperada, a do estado da Geórgia, não foi adiante no Senado. A republicana Kelly Loeffler, senadora do estado derrotada na terça-feira ao tentar reeleição, declarou que não assinaria o pedido após os incidentes violentos da quarta-feira. Com a desistência de alguns senadores republicanos, Mike Pence não encaminhou a objeção para votação.

Mais tarde, uma objeção apresentada pelos senadores Scott Perry e Joshua Hawley foi analisada para contestar a votação na Pensilvânia. No Senado, foi rejeitada por 92 votos a 7. Na Câmara, a objeção foi derrubada por 282 votos a 138.

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'Dia sombrio'

Mais cedo, Pence se recusou a seguir as vontades de Donald Trump. O vice era a última esperança do presidente de impedir a certificação da vitória da chapa Biden-Harris.

Mike Pence disse que o Capitólio viveu um "dia sombrio" e afirmou que vai respeitar o rito, cumprindo as obrigações constitucionais.

Os protestos desta tarde foram estimulados por Trump e alguns aliados. O republicano não reconhece a derrota nas urnas e, sem apresentar provas, aponta uma suposta fraude eleitoral. 

Apesar das declarações e de dezenas de ações, nenhum dos pedidos dele para desacreditar os resultados das eleições foi aceito pela Justiça norte-americana.

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