Terça, 26 de Janeiro de 2021
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“Viking” do Capitólio faz parte de seita de ódio que defende estupro contra mulheres

Do Correio Brasiliense

09/01/2021 13h04 Atualizada há 2 semanas
Por: Redação Fonte: Correio Brasiliense
“Viking” do Capitólio faz parte de seita de ódio que defende estupro contra mulheres

Um homem branco, musculoso e tatuado com o torso nu, a cabeça envolta por chifres e pelos de bisão, o rosto pintado com as cores da bandeira dos EUA e as pernas cobertas por tecido leve e da cor da pele se tornou o ícone da invasão à sede do congresso dos Estados Unidos, na quarta-feira (6). Ele não era o único vestido assim.

Mas o que pareceu para muitos uma estratégia isolada para chamar atenção de fotógrafos também pode guardar as ideias um movimento com objetivos contraditórios, radicais e violentos – da ode ao confronto físico e à guerra, ao ódio contra mulheres, gays e suas conquistas por direitos iguais na sociedade.

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Quem explica é a antropóloga brasileira Rosana Pinheiro-Guimarães, uma professora da Universidade de Bath, no Reino Unido, que pesquisa a masculinidade e dedicou parte de suas leituras recentes ao chamado “tribalismo masculino”, ou “masculinismo”: “O princípio dos grupos tribalistas masculinos, ou masculinistas, é primeiro um ódio às mulheres, uma ideia de que as mulheres são objetos para reprodução humana simplesmente.

Muitos dos grupos masculinistas norte-americanos defendem que as mulheres têm que ser caçadas, literalmente, e que nós só servimos para reprodução”.‌

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(…) “É um universo que remete à conquista, à invasão, a capturar mulheres para estuprar, botar em cativeiro para reprodução, em um cenario totalmente distópico em que os homens precisam estar entre homens para resgatar sua virilidade perdida.”

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