Segunda, 08 de Março de 2021
51993949307
Geral Adriano Nóbrega

Escuta do caso Adriano da Nóbrega foi interrompida quando nome de Bolsonaro foi mencionado

 O assunto deveria ter sido remetido à Procuradoria Geral da República, que tem a prerrogativa de apurar suspeitas relacionadas ao chefe do Executivo, mas isso nunca aconteceu. 

10/02/2021 12h27
Por: Folha
Arquivo Web
Arquivo Web

Escuta telefônica da Polícia Civil do Rio sob comando do Ministério Público, durante investigações depois da decretação da prisão do chefe do Escritório do Crime, o ex-PM Adriano da Nóbrega, foi interrompida em fevereiro de 2020 depois da menção ao nome de Jair Bolsonaro nas gravações. O assunto deveria ter sido remetido à Procuradoria Geral da República, que tem a prerrogativa de apurar suspeitas relacionadas ao chefe do Executivo, mas isso nunca aconteceu. A revelação é do Intercept Brasil.

Reportagem de Sérgio Ramalho informa que cinco dias depois da morte de Adriano da Nóbrega, em 9 fevereiro de 2020, uma de suas irmãs afirmou em um telefonema que queriam ligar seu irmão a “Bolsonaro”. Tatiana Magalhães da Nóbrega referia-se ao presidente da República, Jair Bolsonaro, segundo trecho do relatório técnico da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Polícia Civil do Rio de Janeiro. 

Continua depois da publicidade

O monitoramento teve início em 6 de fevereiro de 2019, poucos dias depois de Adriano ter tido a prisão decretada na operação Intocáveis, que levou o Ministério Público a denunciar policiais e ex-policiais militares ligados à milícia de Rio das Pedras e da Muzema, na zona oeste do Rio. Uma das principais atividades da organização criminosa é a construção ilegal de prédios em terrenos invadidos.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Ele1 - Criar site de notícias