Terça, 15 de Junho de 2021
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Deputado afirma que, após 30 anos, Mercosul continua sendo instrumento importante para o continente

Bloco econômico formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai foi criado em 26 de março de 1991

26/03/2021 16h50
Por: Redação Fonte: Agência Câmara de Notícias
Russomanno, presidente do Parlamento do Mercosul: no mundo globalizado, países precisam estar integrados em blocos para sobreviver - (Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados)
Russomanno, presidente do Parlamento do Mercosul: no mundo globalizado, países precisam estar integrados em blocos para sobreviver - (Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados)

O presidente do Parlasul, deputado Celso Russomanno (Republicanos-SP), disse que continua sendo muito importante a criação e o fortalecimento de blocos econômicos como o Mercosul – formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai e que completou 30 anos neste dia 26 de março.

“Hoje, para sobreviver neste mundo globalizado, um país precisa estar integrado em um bloco econômico. Quando a União Europeia, a Ásia ou o Nafta [integrado por EUA, México e Canadá] olham para o Mercosul, eles olham para quase 300 milhões de consumidores.”

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Russomanno lembrou as conquistas do Mercosul, como o livre trânsito de mercadorias e de pessoas, o que aumentou o comércio interno em quase dez vezes, mas afirmou que é preciso promover uma maior participação da sociedade civil organizada nas reuniões do Parlasul, que tem sede no Uruguai, e é formado por parlamentares dos países-membros. Ele destacou que o parlamento tem aprovado o uso dos recursos do Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul no combate à pandemia de Covid-19.

Acordo com União Europeia
Em reunião realizada na Câmara na última quarta-feira (24), o presidente da Comissão de Relações Exteriores, deputado [[Aécio Neves]], questionou o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, sobre o recente acordo Mercosul-União Europeia.

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Aécio lembrou a importância do documento: “Estudo recente fala em um incremento de US$ 87 bilhões em 15 anos no PIB brasileiro, podendo chegar a US$ 125 bilhões se forem consideradas as reduções de barreiras não-tarifárias”. O parlamentar alertou, no entanto, que França, Holanda, Bélgica e Áustria ameaçam não ratificar o acordo, em virtude de políticas protecionistas desses país, mas também devido a questão ambiental, principalmente a Amazônia.

Ernesto Araújo respondeu que está negociando o acréscimo de condicionantes relativas ao meio ambiente e afirmou que o Brasil tem uma atitude pragmática em relação a qualquer acordo.

“O Mercosul recuperou o bom nome nas negociações internacionais. Hoje todos os países querem negociar com o bloco. Antes, o Brasil era visto como um poço de ideologia e foi deixado ao relento durante muito tempo. ”

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No Mercosul, o Brasil, segundo Ernesto Araújo, quer negociar a possibilidade de o país fazer alguns acordos fora do bloco e de haver a revisão da Tarifa Externa Comum, que é a tarifa de importação praticada pelo Mercosul com outras nações. A flexibilização sofre resistência da Argentina.

Leite
Existem também, no entanto, questões relativas ao comércio dentro do bloco. Recentemente, o deputado [[Celso Maldaner]] disse em Plenário que empresários da cadeia produtiva do leite pediram ao governo que suspenda a importação do produto da Argentina e do Uruguai.

O parlamentar disse que os produtores desses países não têm as mesmas regras ambientais do Brasil, que teria um custo maior por causa disso.

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“Por anos, os produtores brasileiros vêm se queixando de que a quantidade de leite importada do Uruguai é incompatível com o nível da produção daquele país. É possível que os uruguaios estejam adquirindo leite de outras economias, integrantes ou não do bloco, para em seguida revender ao Brasil”, acrescentou Maldaner.

Integrantes
O Mercosul tem como estados-parte Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. A Bolívia está em processo de adesão. Além disso, a Venezuela é um estado-parte que foi suspenso em 2017 por “ruptura da ordem democrática”. Outros países são estados-associados: Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Peru e Suriname.

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