Sábado, 29 de Janeiro de 2022
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Deputados pedem que plataformas de conteúdo na internet reforcem atuação no combate à pandemia

Em debate na Câmara, parlamentares sugeriram parecerias entre secretarias de saúde, Google e YouTube para a divulgação de informações sobre vacinaç...

30/03/2021 15h40
Por: Redação Fonte: Agência Câmara de Notícias

Deputados da comissão externa da Câmara que acompanha as ações de enfrentamento à Covid 19 pediram ajuda, nesta terça-feira (30), a plataformas de conteúdo na internet para melhorar a distribuição de informações sobre a vacinação e as medidas restritivas utilizadas para conter o avanço do novo coronavírus.

O coordenador do colegiado, deputado Dr. Luiz Antonio Teixeira Jr (PP-RJ), sugeriu que as secretarias estaduais e municipais de saúde em todo o País possam utilizar essas plataformas para divulgar informações.

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“Há hoje uma demanda principal de que instrumentos como o Google e o YouTube possam ajudar as pessoas a identificar quais são os locais de vacinação da sua cidade, os horários de funcionamento, a faixa etária que está sendo imunizada”, exemplificou.

Google e YouTube
No debate, representantes de plataformas de conteúdo apresentaram aos parlamentares algumas iniciativas em relação ao combate à Covid-19, como ferramentas de busca específicas sobre o tema. Alana Rizzo, do YouTube, informou que 850 mil vídeos sobre a Covid-19 e 30 mil sobre vacinação foram retirados do ar desde outubro por conterem informações enganosas.

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O Google, por sua vez, fez parcerias com laboratórios e farmácias para mapear os locais de testagem. Marcelo Lacerda, responsável pela área de Relações Governamentais da empresa, destacou novidades como um sistema de notificação dos casos confirmados que, sem identificar a pessoa infectada, avisa a quem teve contato com ela nos últimos sete dias, além do Relatório de Mobilidade, que mostra como a população se movimentou nas cidades.

Ele afirmou que é viável disponibilizar aos internautas informações atualizadas sobre a campanha de vacinação, mas argumentou que o tamanho do Brasil é uma dificuldade a ser transposta.

“A boa notícia é que a plataforma está pronta para receber esses dados, inclusive a gente já está contratando um terceiro que possa fazer a coleta dessas informações  junto às secretarias estaduais”, comentou. “Talvez a gente tenha uma estratégia de começar pelas capitais, aí depois cidades acima de 1 milhão de habitantes, até conseguir cobrir e ter uma forma organizada de atualizar esses dados.”

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Fake news
Gerente de comunicação do Conselho de Secretários Estaduais de Saúde (Conass), Marcus Carvalho ressaltou que, mesmo diante da falta de integração entre os sistemas de informação que fazem parte do Sistema Único de Saúde (SUS), os estados investiram em tecnologia. No Acre, por exemplo, foi desenvolvido o monitoramento da Covid-19 em indígenas. Em Goiás, foi criada uma ferramenta de pré-agendamento da vacinação.

Marcus Carvalho pediu ajuda para melhorar a comunicação principalmente para os jovens, grupo da população muito afetado pelo coronavírus nesta nova onda.

“Nós estamos vivendo também a epidemia de informações incorretas e fake news. A gente precisa do apoio das empresas de tecnologia para levar a melhor informação confiável e científica para sociedade”, disse. “Também precisamos ressaltar as ações preventivas; a vacinação ainda vai demorar para chegar a toda a população.”

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Gestão
Outro uso da tecnologia apontado durante a audiência pública foi um software de gestão de informações hospitalares que pode ser importante, por exemplo, no cálculo das taxas de ocupação das unidades de saúde. Um projeto em tramitação na Câmara (PL 2970/20) regulamenta o compartilhamento de dados sobre prontuários, internações e disponibilidade de leitos, resguardando o direito do paciente à privacidade.

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