Sábado, 10 de Abril de 2021
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Geral Coronavac

Coronavac é efetiva contra variante de Manaus, mostra estudo com 67 mil profissionais de saúde da cidade

A efetividade do imunizante foi de 50% na prevenção de doença sintomática pela Covid-19 no município em que a P.1 é predominante

07/04/2021 13h03
Por: Folha
Arquivo Web
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 Resultados preliminares de um estudo feito com 67.718 trabalhadores da saúde de Manaus mostram que a vacina contra a covid-19 Coronavac tem 50% de eficácia na prevenção da doença após 14 dias da primeira dose. A pesquisa do grupo Vebra Covid-19 é a primeira a avaliar a efetividade do imunizante em um local onde a variante P.1 é predominante. 

Mais detalhes sobre o estudo serão apresentados na tarde desta quarta-feira, 7. Os dados divulgados à imprensa são de uma análise interina e o artigo científico com os resultados deve ser publicado até o próximo sábado.

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Resultados preliminares de um estudo feito em Manaus mostram que a Coronavac é eficaz contra a variante P.1 do coronavírus Foto: Tiago Queiroz/Estadão

Ainda não há informações sobre a efetividade da vacina após 14 dias da segunda dose. Os pesquisadores vão coletar esses dados durante as próximas semanas para fazer a análise final.

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A eficácia de 50% se refere a casos sintomáticos da doença. Em nota, o grupo responsável pelo estudo disse que os resultados são encorajadores e apoiam o uso da vacina. Os pesquisadores afirmam que também vão analisar a efetividade da Coronavac e da vacina de Oxford/AstraZeneca em idosos nas cidades de Manaus e Campo Grande e no Estado de São Paulo.

O grupo Vebra Covid-19, que estuda a eficácia das vacinas contra a doença no Brasil, reúne pesquisadores de instituições nacionais e internacionais, além de servidores da Secretaria de Saúde do Amazonas, Secretaria de Saúde de São Paulo, Secretaria de Saúde de Manaus e Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo. 

Recentemente, um estudo de imunogenicidade feito no Chile com 190 pessoas mostrou que os vacinados com a Coronavac geram anticorpos necessários para combater o coronavírus, mas em baixa quantidade. Esses dados abriram a possibilidade de a vacina ser menos eficaz contra as novas variantes.

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Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse que os dados são animadores. "O que se espera é que, após a segunda dose, esse porcentual suba substancialmente", afirmou. 

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