Terça, 15 de Junho de 2021
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Geral Bolsonarista

VÍDEO: De volta ao Brasil, médico bolsonarista que assediou egípcia chora e diz que foi ''infantil e infeliz''

Afirma que não teve tempo de pesquisar sobre a cultura egípcia porque a viagem foi decidida com três dias de antecedência e que o clima na loja de papiros onde a vendedora trabalhava era de brincadeira, inclusive de cunho sexual.

09/06/2021 13h48
Por: Folha
Arquivo Web
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“Eles me investigaram e foi uma investigação maçante. Eu sofri muito, muito mesmo. Passei os melhores e piores momentos da minha vida. Os piores porque eu nunca imaginei que eu fosse passar por aquilo e nunca imaginei que minha família fosse passar pelo que ela passou. Ficaram sem ter notícias minhas durante um período. Essa investigação foi muito dolorosa porque eles não sabem o quanto as pessoas aqui estavam sofrendo”, disse.

Ele conta, então, o “contexto” do que aconteceu. Afirma que não teve tempo de pesquisar sobre a cultura egípcia porque a viagem foi decidida com três dias de antecedência e que o clima na loja de papiros onde a vendedora trabalhava era de brincadeira, inclusive de cunho sexual. Diz, também, que ela fala português fluentemente.

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Em seguida, mostrou uma foto em que posou ao lado da atendente, com figuras mitológicas desenhadas com o pênis ereto ao fundo, e um vídeo de outros vendedores do local fazendo piadas com o tamanho do pênis de brasileiros e egípcios.

“Editaram o vídeo, só aquela parte, traduziram pra língua árabe e divulgaram nas redes sociais”, afirmou. “Vocês percebem que naquele clima de brincadeira, cometer um descuido como eu cometi… E esse descuido é um erro, não medir as palavras, usar as palavras erradas numa brincadeira que eu não tinha o direito de fazer com ela, apesar de que a gente tinha pedido pra filmar ela explicando as coisas… Isso pode tomar uma dimensão gigantesca. Fui super infeliz com a brincadeira que eu fiz.”

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“Uma pessoa como eu, que toca tantas vidas de tantas pessoas, não tinha o direito de fazer isso”, completou em outro momento.

Sorrentino reconheceu que foi “reativo” às primeiras mensagens negativas que recebeu sobre o vídeo e que demorou a apagá-lo. Reiterou também que pediu desculpas à vendedora e à sua família várias vezes.

Segundo ele, a egípcia não quis prestar queixa nem aceitou nenhum tipo de pagamento. Na live, o médico se refere a si próprio em terceira pessoa várias vezes.

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“As autoridades decidiram em tudo que investigaram dos fatos que não havia motivos para abrir um processo para o Victor, não havia motivos para deportar o Victor, não havia motivos para reter o passaporte do Victor e que portanto o Victor deveria seguir o seu curso para casa com o passaporte, podendo voltar para o Egito quando quisesse sem ter que pagar absolutamente nada a não ser o preço do sofrimento de ter ficado praticamente seis dias sendo investigado em condições que são diferentes de condições do Brasil.”

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