Terça, 27 de Julho de 2021
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MPF processa Pazuello por ''negligência'' na compra de vacinas

O Ministério Público Federal (MPF) moveu uma ação por improbidade administrativa contra Eduardo Pazuello.

02/07/2021 13h08
Por: Folha
Arquivo Web
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O Ministério Público Federal (MPF) moveu uma ação por improbidade administrativa contra Eduardo Pazuello.

A ação aponta “negligência” nas negociações para compra de vacinas.

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Procuradores identificaram diversas irregularidades em sua gestão: omissão na aquisição de imunizantes, adoção ilegal do “tratamento precoce” e omissão na política de testagem da covid-19.

A ação tramita em segredo de Justiça e foi assinada por oito procuradores da República.

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“A omissão e a negligência do ex-ministro da Saúde no trato das negociações das vacinas custou caro à sociedade (que sofre os efeitos sociais de uma economia em crise e sem perspectiva de reação), à saúde da população (que amarga índices descontrolados de morbidade e mortalidade por covid-19) e ao SUS (cujos leitos de UTI Covid adulto, só no primeiro semestre de 2020, custaram R$ 42 milhões/dia ou R$ 1,27 bilhão/ mês)”, afirmam.

O processo ainda aponta para um prejuízo de R$ 122 milhões causado pela gestão do ex-ministro.

“No cálculo dos R$ 121.940.882,15 apontados como total do dano ao erário, os procuradores consideraram os valores alocados pelo Exército para a produção de cloroquina e sua distribuição, conforme pautas do Ministério da Saúde. Também indicaram as cifras gastas pela pasta para aquisição de 3,75 milhões de comprimidos de cloroquina, além dos recursos alocados diretamente pelo Ministério da Saúde para a campanha promocional do tratamento precoce (‘Flight 8’). Os valores investidos em campanhas promocionais do tratamento precoce, sob supervisão do Ministério da Saúde, foram igualmente considerados. Por fim, os recursos despendidos para a aquisição dos 2,3 milhões de kits de testes PCR perdidos por expiração da validade, estimada para o final do mês de maio deste ano”, diz o MPF.

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O órgão requer ressarcimento integral do prejuízo, pagamento de multa de até duas vezes o valor, perda de função pública, suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos e que ele seja proibido de contratar com o Poder Público.

Pazuello também é alvo de ação por improbidade administrativa por sua atuação na crise do sistema de saúde do Amazonas no início do ano.

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