Terça, 27 de Julho de 2021
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Política Juliana x Gleisi

Juliana Brizola afirma que presidente do PT recebeu propina de companhias aéreas beneficiadas pelo governo Lula

A deputada estadual gaúcha Juliana Brizola (PDT) e neta do ex-governador Leonel Brizola, considerado "passageiro número 1" da Varig, lamentou o aniversário de 15 anos de leilão da empresa aérea brasileira que foi a falência porque o governo do PT negou ajuda financeira para à época priorizar subsídios às empresas privadas, Tam e Gol.

16/07/2021 13h24 Atualizada há 2 semanas
Por: Redação Fonte: Folha de S. Paulo e Jornal O Sul
A deputada estadual Juliana Brizola (PDT-RS) e a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR)
A deputada estadual Juliana Brizola (PDT-RS) e a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR)

"Depois de 15 anos do leilão da Varig, vale lembrar que o responsável pela falência da empresa aérea pública foi o PT. Eles priorizaram o repasse de dinheiro público para empresas aéreas privadas. Companhias essas que, segundo a PF, Gleisi recebeu propina". Disse a deputada. Veja e entenda:

Entenda:

A Varig, que era a maior empresa de aviação do Brasil, quebrou em 2006. E o PT de Lula, que estava no poder nessa época, foi o grande responsável pela sua falência. Quem afirma isso é Paulo Antony, comandante da Varig por mais de 20 anos e que até hoje luta na Justiça para ter seus direitos trabalhistas pagos. Antony lembra que a empresa começou a ter problemas em 2002, quando os petistas procuraram o então presidente da companhia, Ozires Silva, para que contribuísse para a campanha de Lula

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à presidente. Ozires deu um sonoro não. Depois disso, o então presidente do PT, José Dirceu, disse que se o PT fosse eleito, a Varig passaria a pão e água. E foi isso o que aconteceu.

Com uma dívida de R$ 8 bilhões, o governo vetou socorro do BNDES, enquanto concedia generosos empréstimos para Cuba e Venezuela. Além disso, Dirceu obrigou a Infraero a espremer a Varig e proibiu que a BR Distribuidora a dar crédito para a companhia abastecer suas aeronaves. A prioridade era ajudar a TAM e a GOL, de amigos petistas. Segundo matéria publicada no Jornal O Sul

PF diz que Gleisi recebeu mais de R$ 1,3 milhão em propina e caixa dois

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Em matéria divulgada na Folha de S. Paulo, o relatório da Polícia Federal afirma que a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) recebeu mais de R$ 1,3 milhão em propina e caixa dois de 2010 a 2015. Os pagamentos, segundo os investigadores, foram feitos pela companhia aérea Tam e pela empresa de tecnologia Consist. A investigação, que tramita em segredo de justiça no Supremo Tribunal Federal (STF), é um desdobramento da Lava Jato e apura suposto esquema de corrupção feito pela Consist.

A empresa teria atuado no desvio de recursos de empréstimos consignados do Ministério do Planejamento - que, na época, era comandado pelo ex-marido da deputada, o ex-ministro petista Paulo Bernardo. Ele chegou a ser preso por suposta participação no esquema, responde às acusações de participação em organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção na parte do processo que foi enviada à primeira instância.

Segundo a matéria da Folha de 2018, o relatório da PF no inquérito afirma que a cúpula da Tam fez um contrato simulado com o escritório de advocacia de Guilherme Gonçalves, apontado como intermediário da propina para a senadora. A informação foi publicada pela revista "Veja" e confirmada pela Folha de S.Paulo, que também teve acesso ao documento.

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No documento, o delegado do caso afirma que existem indicativos de que Gleisi, com a participação de Marco Antonio Bologna (ex-presidente da Tam), Luiz Aguiar (ex-diretor jurídico da companhia aérea) e Guilherme Gonçalves (advogado da área eleitoral) "ao menos omitiu, em documento público ou particular, a saber a prestação de contas relativa à campanha ao Senado Federal de 2010, declaração de que recebeu, em 30/08/2010, R$ 300 mil da empresa TAM S/A para fins eleitorais por intermédio de um contrato de consultoria jurídica simulado [entre o escritório de Guilherme e a companhia aérea] sem a correspondente prestação do serviço, mas com registro de uso como honorário eleitoral". A conduta poderia configurar crime de falsidade eleitoral, acrescenta a PF.

O delegado Ricardo Ishida diz ainda que a deputada, à época senadora, "de alguma forma colaborou para ocultar ou dissimular" R$ 390 mil oriundo da Consist, pois foram identificados pagamentos a ela, a Paulo Bernardo ou a pessoas próximas feitos com regularidade pelo escritório de Guilherme Gonçalves.

Mas, na verdade, os pagamentos eram dinheiro de corrupção que passou pela banca advocatícia, segundo o documento. O relatório aponta outras cinco condutas que, segundo o delegado do caso, podem ser enquadradas no crime de corrupção passiva. De acordo com a PF, existem indicativos de que Gleisi e Paulo Bernardo receberam vantagem indevida no valor de R$ 149, 5 mil, "o que corresponde ao exato valor da primeira nota fiscal emitida pela empresa Consist em benefício do escritório de Guilherme Gonçalves, em 09/09/2010, e que foi contabilizada como receita do escritório na parte 'Eleitoral - Gleisi'".

A PF também aponta indícios de que o ex-casal recebeu R$ 100 mil, que correspondem a "honorário retirado do fundo da Consist", associado ao nome de Gleisi em duas parcelas de R$ 500 mil cada, em outubro e novembro de 2014, "que foram contabilizados como dívida de campanha e que nunca foi paga". Outros R$ 130 mil teriam sido pagos em quatro parcelas em 2015.

Também há indícios de que o Gleisi e Paulo Bernardo tenham recebido R$ 205,7 mil, valor que "corresponde a despesas diversas" entre maio de 2010 e julho de 2015, "com anotações de que foram pagas com valores oriundos da Consist". Por fim, R$ 40 mil teriam sido pagos a outro suspeito em cinco parcelas em 2015 com valores oriundos do esquema da Consist.

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