Terça, 27 de Julho de 2021
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Política Sérgio Xavier Feroll

Ex-presidente do Superior Tribunal Militar diz que Bolsonaro tem “delírios psicóticos”

Do Estadão

19/07/2021 15h13
Por: Redação Fonte: Estadão
Bolsonaro durante participação em evento virtual. Reprodução: Youtube
Bolsonaro durante participação em evento virtual. Reprodução: Youtube

Ex-presidente do Superior Tribunal Militar (STM), o tenente-brigadeiro Sérgio Xavier Ferolla começou a escrever artigos e os remeteu à coluna. O primeiro tem o título Diálogos no Purgatório. Trata dos efeitos da pandemia de covid-19 no Brasil e o papel do governo de Bolsonaro e dos generais que o apoiam. Começa assim: “Nosso País vai sendo conduzido ao temível reino das trevas e registrando perdas de milhares de vítimas da amaldiçoada pandemia”.

O homem, que teve sua carreira ligada ao Centro Tecnológico Aeroespacial (CTA), continua: “Estimulando tanta desarmonia nos três Poderes da República, o governo tornou o Brasil pária internacional, além de destacada ameaça política e sanitária no contexto das nações. Retratado pelas colocações quixotescas de um psicótico presidente, é comparado ao cenário criado por Miguel de Cervantes, no qual um pretenso cavaleiro pensava poder salvar sua Pátria brandindo armas primitivas, em plena modernidade”. (…)

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No passado, diante de um empréstimo concedido sem as devidas garantias pelo Banco do Brasil, Carlos Lacerda afirmou que um diretor da instituição era “ladrão ou incompetente”. “De modo que, em qualquer dos casos, não deve permanecer no cargo”.

Os que hoje apoiam Bolsonaro veriam em Lacerda um comunista. Assim tentam classificar Ferolla. Em seu segundo artigo – Nas Trilhas do Descaminho –, ele escreve: “As consequências, de conhecimento da sociedade, acabaram na demissão do caricato ministro (Pazuello) e numa CPI, que busca responsáveis por possíveis crimes contra a vida”. E prossegue: “(Bolsonaro) nos seus costumeiros delírios psicóticos, citando como ‘meu exército’ o honrado Exército de Caxias, tenta ludibriar civis e militares sobre irreal apoio na caserna. Para configurar tamanha falsidade, logrou envolver alguns contemporâneos da Academia Militar, convocando-os para postos na burocracia palaciana”. (…)

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