Quarta, 22 de Setembro de 2021
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Geral Santos Cruz

Santos Cruz afirma que Bolsonaro comete ''crime comum'' ao incentivar a população se armar

Para o general da reserva, as recentes declarações do presidente podem estimular violência nos atos marcados para o 7 de setembro

30/08/2021 14h21
Por: Folha
Arquivo Web
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O general da reserva Carlos Alberto dos Santos Cruz, ex-secretário de Governo de Jair Bolsonaro, afirmou que o presidente cometeu “crime comum” ao incentivar a população se armar como uma “opção política”.

“Uma autoridade dizer que o cidadão armado é uma opção política, é completa falta de responsabilidade. Por que está acontecendo isso? Por conta das características pessoais do presidente e também pela falta de atuação do nosso Congresso e da nossa Justiça, tem que ser mais firme em relação a tudo. E não precisa ser necessariamente impeachment. Existem outras medidas para isso, até de crime comum”, disse Cruz em entrevista ao programa Despertador, da TV Democracia.

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Para Santos Cruz, o presidente incentivar a população a se arma é “um absurdo”. “Estimular uma população a se armar, achando que pode concretizar as suas opções, aquilo que tem na cabeça. Isso aí fica incontrolável, principalmente num ambiente de fanatismo. Nós estamos vivendo num ambiente de fanatismo que está entrando numa histeria, uma esquizofrenia absurda”.

Para o general, as declarações de Bolsonaro são para produzir violência nos atos de 7 de setembro. “Nesta véspera de Sete de Setembro, isso aí para desaguar em violência é um passo. E isso está no horizonte. Então, não pode haver a irresponsabilidade de um governante que é eleito para governar, para unir um país, ele radicalizar e fazer um país dividido entre amigos e inimigos, ou então dando a sensação de que cada um pode, com uma arma, concretizar aquilo que o presidente acha que está correto. É um problema seríssimo”, criticou.

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A crítica de Santos Cruz diz respeito de uma conversa do presidente Bolsonaro com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, na última sexta-feira (27), onde ele afirmou que “todo mundo precisa comprar fuzil” e que tem “idiota que reclama que tem de comprar feijão”.

Não contente, no sábado (28) ao receber um violão de presente, o presidente simulou um fuzil com o instrumento musical.

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