Quarta, 22 de Setembro de 2021
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Geral Zé Trovão

Zé Trovão e caminhoneiros pedem habeas corpus para evitar prisões em Brasília

O bolsonarista Zé Trovão anunciou que entrou com pedido de habeas corpus preventivo no STJ para evitar a prisão de caminhoneiros que estão na Esplanada dos Ministérios em Brasília

09/09/2021 11h22
Por: Folha
Arquivo Web
Arquivo Web

O bolsonarista Zé Trovão anunciou que entrou com pedido de habeas corpus preventivo no STJ para evitar a prisão de caminhoneiros que estão na Esplanada dos Ministérios em Brasília.

O pedido foi feito em nome da Coalizão Pró-civilização Cristã e solicita também que a PM dê um salvo-conduto a todos os manifestantes.

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A turma de Zé Trovão foi abandonada pelo presidente Jair Bolsonaro, que pediu aos caminhoneiros para desbloquearem as rodovias.

Em vídeo publicado no Telegram, o caminhoneiro disse que se reunirá com Bolsonaro nesta quinta (9).

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Ele afirma que entregará um “documento elaborado pelo povo brasileiro com pedido de impeachment dos ministros [do STF] e de contagem de votos na eleição de 2022”.

Zé Trovão está foragido após ter mandado de prisão expedido na sexta-feira passada por Alexandre de Moraes.

Caminhoneiros começaram a liberar rodovias

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Caminhoneiros bolsonaristas liberaram sete das 15 estradas bloqueadas. Boletim do Ministério da Infraestrutura diz que há mobilização somente em oito estados. São eles: Santa Catarina, Pará, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Goiás, Rio Grande do Sul e Bahia.

O Rodoanel, em São Paulo, foi liberado pela manhã, segundo a CNN Brasil. Em Santa Catarina, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) já liberou os pontos bloqueados que ameaçavam o abastecimento do estado.

“Todos os pontos de bloqueio registrados no Rio Grande do Sul e em São Paulo foram liberados. Há duas ocorrências de interdição em Minas Gerais e a PRF já está no local atuando”, diz nota da Infraestrutura.

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Associação de caminhoneiros autônomos repudia paralisação

A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) repudiou o ato. Em nota, eles dizem ser um movimento de “natureza política”. “Trata-se de movimento de natureza política e dissociado até mesmo das bandeiras e reivindicações da própria categoria, tanto que não tem o apoio da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos”.

Chorão, um dos principais líderes da categoria na greve de 2018, diz que eles “estão sendo usados como massa de manobra”. “Está claro que a pauta não é da categoria”.

O presidente do Sindicatos dos Transportadores Autônomos de Carga de Goiás, Vantuir Rodrigues, afirmou que os bloqueios em rodovias que cortam o estado não é encabeçado pelos caminhoneiros. “Essa manifestação não é dos caminhoneiros, essa manifestação é do agronegócio que está usando o nome dos caminhoneiros”, atestou ele.

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