Terça, 30 de Novembro de 2021
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Maioria dos deputados contraria Bolsonaro e apoia passaporte de vacinação

A partir da próxima segunda-feira (25), trabalhos na Câmara voltarão a ser presenciais e, para entrar no prédio, será necessário apresentar comprovante de imunização contra a Covid-19

21/10/2021 11h22
Por: Folha
Arquivo Web
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Lideranças da bancada ruralista no Congresso creem que a decisão da China de manter veto à compra de carne brasileira se dá por desgaste diplomático do governo Bolsonaro. Para eles, o veto é causado pelos ataques do presidente e seus aliados ao país.

“Estamos vendo com muita aflição”, diz Neri Geller à coluna Painel na Folha. Ele é vice-presidente da Frente Parlamentar Agropecuária e ex-ministro da Agricultura. Para ele, “o governo melhorou nos últimos seis meses”, mas ainda há problemas do passado.

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“Acho que o governo melhorou nos últimos seis meses, tirou o ingrediente ideológico e entrou a questão mais pragmática e comercial, que tem que prevalecer. Mas tem, sim, um rescaldo, que atrapalhou e atrapalha”, avalia.

Para o parlamentar, foi um erro se alinhar ideologicamente aos Estados Unidos. “nossos grandes parceiros comerciais consumidores estão no Oriente. Nosso maior comprador é a China. Precisamos ter um cuidado muito especial com esses países. E esse embargo prejudica muito”.

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Alceu Moreira, ex-presidente da bancada, diz que a China se comporta historicamente dessa forma para renegociar preços. “A China sempre foi muito pragmática. Do ponto de vista ideológico, é socialista, mas do ponto de vista da economia, é dos países mais liberais, com competição de mercado internacional. É possível que, se tiver outro país mais alinhado a eles e que possa oferecer grandes volumes de carne, a China exerça a preferência nesse período”.

China mantém veto há mais de um mês

A proibição à carne bovina brasileira já mantém mais de um mês. O veto ameaça dizimar exportações de aproximadamente US$ 4 bilhões por ano. Brasília suspendeu os embarques de proteína para a China, seu maior mercado, no início de setembro, após a confirmação de dois casos da doença da vaca louca em frigoríficos do país.

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