Terça, 30 de Novembro de 2021
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Geral Michelle Bolsonaro

Michelle Bolsonaro aparece vestida de palhaça em lançamento de campanha do Governo

Nesta quarta (21), em solenidade em Brasília, a primeira-dama Michelle Bolsonaro apareceu fantasiada de palhaça. O ato foi uma reunião de lançamento da campanha anunciada pelo governo federal, batizada como ''Respeitável Circo''

22/10/2021 11h07
Por: Folha
Arquivo Web
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Nesta quarta (21), em solenidade em Brasília, a primeira-dama Michelle Bolsonaro apareceu fantasiada de palhaça. O ato foi uma reunião de lançamento da campanha anunciada pelo governo federal, batizada como “Respeitável Circo”.

O secretário especial de Cultura Mario Frias anunciou ontem (20) o lançamento de uma campanha em prol de grupos circenses itinerantes no país. Em publicação no Twitter, Frias afirmou que os circos são uma área desvalorizada “por não servir ao glamour que movimentava a elite artística que monopolizava as verbas públicas da Cultura”. Na mesma rede social, o secretário escreveu: “O circo tem que ser respeitado. Na minha gestão será prioridade”.

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Desde 1991, ano de criação da Lei Rouanet, as artes circenses estão contempladas na política de incentivo à cultura dentro da categoria “artes cênicas”. Proporcionalmente, o setor, de fato, é menos beneficiado que os demais. Mas não porque representa uma fatia menos “glamourizada” das artes, como sugere o secretário.

Circos no Brasil

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De acordo com levantamento realizado pela Funarte em julho de 2020, há quase 700 circos em atividade hoje no Brasil. Desse total, a maior parte é formada por pequenos grupos familiares, que, quase sempre, não possuem as ferramentas e os conhecimentos necessários para acessar editais e redigir projetos com as formatações exigidas. Essa é a razão para a baixa adesão dos circos à Lei Rouanet, como os próprios artistas reconhecem.

“A maioria dos pequenos circos não é formalizada como empresa e não possui CNPJ. Quando o governo lança um edital pensando nas artes em geral, é muito difícil que algo relacionado a circo seja aprovado. Isso porque falta know-how para essas pessoas tentarem o recurso”, avalia Limachem Cherem, diretor da área de circos do Sindicato dos Artistas e Técnicos do Rio de Janeiro.

Os detalhes da iniciativa ainda não estão disponíveis para os cidadãos e não há informações sobre o projeto no Diário Oficial da União. Com informações do Globo.

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