Terça, 18 de Janeiro de 2022
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Geral Gleisi Hoffmann

Gleisi Hoffmann: ''Moro é um juiz corrupto e terá que explicar por que destruiu a Petrobras''

''Ele falar de combate à corrupção não é muito simples não, porque ele foi um juiz corrupto'', diz a presidente do PT sobre o ex-juiz suspeito Sergio Moro

07/12/2021 15h17
Por: Folha
Arquivo Web
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 A entrada do ex-juiz Sergio Moro no tabuleiro eleitoral deve colocar o tema da corrupção no centro dos debates entre os candidatos à presidência no próximo ano. Para a presidenta do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, no entanto, essa não será uma tarefa das mais fáceis para o ex-ministro da Justiça do governo Bolsonaro. 

“O Moro virou o queridinho da mídia. Obviamente, o único instrumento de discurso e de ação que o Moro tem é essa coisa do combate à corrupção, esse disco arranhado que ele fica falando o tempo inteiro, mas ele vai ter que explicar por que ele foi considerado um juiz parcial, por que ele foi considerado um juiz incompetente, por que ele armou um processo contra o presidente Lula, articulou com delatores, articulou com o Ministério Público”. 

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Convidada desta semana no BDF Entrevista, Hoffmann acredita que o antipetismo, germinado por anos em discursos pautados pela mídia e por partidos de oposição, que caracterizaram o Partido dos Trabalhadores como uma organização criminosa, foi desmontado com a derrubada dos processos judiciais contra o ex-presidente Lula. 

A pecha da corrupção, segundo Hoffmann, desta vez pesará para Moro: “Ele falar de combate à corrupção não é muito simples não, porque ele foi um juiz corrupto. Ao fazer toda essa articulação, ao fazer o que não devia, ele foi corrupto. Ele tem que explicar também por que ele mirou na Petrobras e tentou destruir uma das maiores empresas do Brasil, entregou os segredos da Petrobras aos interesses norte americanos”. 

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Na conversa, a presidenta do PT fala ainda sobre o Congresso Nacional, orçamento secreto, a PEC dos Precatórios e despista sobre uma possível aproximação entre Lula e o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB-SP), para compor a chapa presidencial das eleições de 2022. 

“Isso é especulação. Surgiu de um encontro que o Lula fez com o Alckmin, assim como ele também tinha feito com Fernando Henrique, com Tasso Jereissati, nesse esforço político de criar uma aliança em defesa da democracia. Nós nunca condicionamos e nunca pedimos ao PSB para filiar o Alckmin, não há isso”, completa. 

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